China pede que EUA cancelem tarifas recíprocas “imediatamente” e promete contramedidas
Publicado 03/04/2025 • 08:16 | Atualizado há 8 horas
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O Ministério do Comércio da China instou os Estados Unidos a “cancelarem imediatamente” suas medidas tarifárias unilaterais e prometeu adotar “contramedidas resolutas” para proteger seus direitos e interesses. A declaração veio após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o que analistas descreveram como os maiores aumentos tarifários em um século.
“Os EUA estabeleceram as chamadas ‘tarifas recíprocas’ com base em avaliações subjetivas e unilaterais, o que vai contra as regras do comércio internacional e prejudica seriamente os direitos legítimos das partes envolvidas”, disse um porta-voz do ministério em comunicado traduzido pela CNBC.
O representante chinês classificou a decisão do governo Trump de impor tarifas recíprocas como uma “prática típica de intimidação unilateral” e destacou que diversos países expressaram “forte insatisfação e clara oposição”.
O anúncio ocorre após Trump estabelecer uma tarifa base de 10% para todos os países e taxas mais elevadas para alguns, incluindo 34% para a China, 20% para a União Europeia, 46% para o Vietnã e 32% para Taiwan.
Essa tarifa será aplicada além das tarifas já existentes de 20% sobre importações chinesas para os EUA, elevando a taxa efetiva total para 54% a partir de 9 de abril, aproximando-se da promessa de campanha de Trump de impor uma tarifa de 60%.
Uma estimativa inicial indicou que essas medidas poderiam elevar as tarifas médias dos EUA a “níveis não vistos desde o início do século 20”, disse Tai Hui, estrategista-chefe de mercado da APAC no JP Morgan Asset Management, alertando que a política comercial pode impactar o crescimento global.
O choque tarifário para a China seria “significativamente maior e mais abrangente” do que na primeira guerra comercial, afirmou Robin Xing, economista-chefe da Morgan Stanley para a China.
Embora Pequim deva adotar medidas adicionais de suporte econômico caso as tarifas desacelerem rapidamente o crescimento do país, tais iniciativas podem “apenas compensar parcialmente o choque tarifário”, acrescentou Xing.
A China pode sofrer uma redução de 0,5 a 1 ponto percentual no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativas de Julian Evans-Pritchard, chefe de economia chinesa na Capital Economics, dependendo da taxa de câmbio.
Pequim deve responder com medidas enérgicas, mas proporcionais, que podem ir além do aumento de tarifas, incluindo ações contra empresas americanas que dependem do mercado chinês, disse Stephen Olson, pesquisador sênior do Instituto Yusof Ishak, em Cingapura.
“Os EUA e a China caminham para uma mesa de negociações onde tentarão chegar a um grande acordo sobre uma ampla gama de questões”, afirmou. No entanto, ele alertou que a situação deve piorar antes de melhorar.
Outros países se juntaram à China na manifestação de descontentamento com as medidas tarifárias.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse que Ottawa combaterá as tarifas “com determinação e força”, enquanto seu governo prepara um conjunto completo de contramedidas a serem anunciadas na quinta-feira.
O presidente interino da Coreia do Sul, Han Duck-soo, ordenou medidas de suporte emergenciais para indústrias e empresas afetadas, incluindo o setor automotivo, e instruiu autoridades a negociarem ativamente com Washington para minimizar o impacto das novas tarifas.
Separadamente, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou as tarifas de Trump como uma “decisão ruim” e afirmou que as medidas não são “um ato de amizade”, embora tenha descartado retaliações tarifárias contra os EUA.
O Ministério do Comércio do Japão anunciou a criação de uma força-tarefa para avaliar o impacto das novas tarifas, que Trump disse atingir 24% para o Japão, deixando todas as opções abertas para responder às pesadas taxas.
“Precisamos decidir o que é melhor para o Japão e mais eficaz, de forma cuidadosa, mas ousada e rápida”, declarou o ministro do Comércio japonês, Yoji Muto, em coletiva de imprensa.
Uma tarifa de 25% sobre carros importados, previamente anunciada, entrou em vigor na quinta-feira, impactando fortemente a indústria automotiva japonesa, que depende da demanda dos EUA.
O primeiro-ministro da Tailândia, Paetongtarn Shinawatra, afirmou que o governo liderará a criação de medidas emergenciais para lidar com o impacto sobre fabricantes e exportadores, afetados pela nova tarifa de 36%, e planeja negociar com os EUA.
A União Europeia anunciou que está preparando novas contramedidas caso as negociações com os EUA fracassem, afirmou a presidente Ursula von der Leyen em uma transmissão ao vivo, acrescentando que o bloco apoia iniciativas para tornar o sistema comercial global mais justo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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