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CIA articula presença permanente na Venezuela e amplia influência dos EUA no país
Publicado 28/01/2026 • 07:11 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 28/01/2026 • 07:11 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
AP Photo/David Goldman
A CIA está trabalhando discretamente para estabelecer uma presença permanente dos Estados Unidos dentro da Venezuela, liderando os planos do governo de Donald Trump para exercer influência sobre o futuro político do país, segundo fontes envolvidas no planejamento.
As discussões entre a agência e o Departamento de Estado concentram-se no formato da presença americana em Caracas, tanto no curto quanto no longo prazo, após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro no início deste mês.
Embora o Departamento de Estado deva assumir a missão diplomática formal no futuro, o governo americano pretende contar inicialmente com a CIA, diante da transição política e da instabilidade na segurança interna.
“O Departamento de Estado planta a bandeira, mas a CIA é quem exerce a influência”, afirmou uma fonte à CNN internacional.
No curto prazo, autoridades americanas podem operar a partir de um anexo da CIA, antes da reabertura oficial da embaixada, o que permitiria contatos informais com facções do novo governo, opositores e potenciais ameaças – estratégia semelhante à adotada na Ucrânia.
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O diretor da CIA, John Ratcliffe, foi o primeiro alto funcionário do governo Trump a visitar a Venezuela após a operação contra Maduro, reunindo-se com a presidente interina Delcy Rodríguez e líderes militares.
Segundo fontes, parte da mensagem transmitida foi clara: a Venezuela não poderá servir de refúgio para adversários dos EUA, como China, Rússia e Irã.
A CIA deverá liderar os briefings de inteligência ao novo governo venezuelano, com autorização do gabinete do Diretor Nacional de Inteligência para desclassificar informações estratégicas.
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Agentes da CIA atuaram dentro do país nos meses que antecederam a captura do ex-presidente. Em agosto, uma pequena equipe foi infiltrada para mapear seus deslocamentos e rotinas, além de contar com fontes dentro do próprio governo.
A decisão de Washington de apoiar Rodríguez, em vez da líder opositora Maria Machado, também foi influenciada por análises classificadas da agência sobre os impactos políticos da queda de Maduro.
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Siga o Times | CNBCAgora, o foco se volta para avaliar o desempenho do novo governo e expandir silenciosamente a influência americana no país.
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O Departamento de Estado iniciou passos para retomar operações diplomáticas em Caracas, enviando equipes técnicas e de segurança para avaliar a infraestrutura da antiga embaixada, fechada desde 2019.
A diplomata veterana Laura Dogu foi indicada para liderar a Unidade de Assuntos Venezuelanos, baseada atualmente na Colômbia.
Apesar disso, fontes afirmam que faltam diretrizes claras da Casa Branca sobre os objetivos finais da missão, incluindo o cronograma para a retomada completa da presença diplomática.
Trump também declarou interesse em ver empresas petrolíferas americanas retornarem ao país, conectando a estratégia política ao reposicionamento econômico dos EUA na região.
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A situação de segurança permanece volátil, o que reforça o protagonismo inicial da CIA, já que diplomatas normalmente não são treinados para ambientes de alto risco.
Ainda é incerto como a população venezuelana reagirá a uma atuação mais visível da agência – historicamente usada por Maduro como símbolo de interferência estrangeira.
Agora, porém, a CIA ajudou a derrubar o antigo regime e se prepara para desempenhar papel central na nova arquitetura de poder no país.
(*com informaçõe da CNN e Reuters)
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