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Nicolás Maduro: qual o valor do patrimônio do presidente da Venezuela?
Publicado 07/01/2026 • 13:52 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 07/01/2026 • 13:52 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
De motorista de ônibus ao poder: confira o valor do patrimônio de Nicolás Maduro
Em meio a acusações criminais internacionais, disputas sobre legitimidade eleitoral e um colapso institucional que marcou a Venezuela na última década, o patrimônio atribuído a Nicolás Maduro voltou ao centro do debate.
O valor chama atenção pelo contraste com a crise econômica profunda vivida pelo país durante os anos em que ele esteve no poder e ajuda a entender por que a dimensão financeira de sua trajetória política passou a ser tratada como um tema de interesse público.
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O patrimônio líquido de Nicolás Maduro, segundo o Finance Monthly, é estimado em aproximadamente US$ 2 milhões, em reais esse valor ultrapassa R$ 10 milhões.
O salário oficial do presidente, estimado em cerca de US$ 120 mensais, é apontado como a principal fonte de renda declarada, sendo complementado por benefícios oferecidos pelo Estado, como residência oficial e esquema de segurança.
O montante ganhou relevância não apenas pelo valor em si, mas pelo contexto em que foi acumulado.
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Trata-se de uma cifra associada a um político que comandou um dos países mais ricos em petróleo do mundo enquanto a população enfrentava hiperinflação, escassez de alimentos e medicamentos e queda abrupta do poder de compra.
Maduro construiu sua trajetória pública longe das elites tradicionais. Iniciou a vida profissional como motorista de ônibus em Caracas e se projetou politicamente no movimento sindical. O engajamento de base abriu caminho para sua entrada na política institucional após a chegada de Hugo Chávez ao poder.
Eleito deputado em 2000, ganhou espaço rapidamente no chavismo, e presidiu a Assembleia Nacional, comandou o Ministério das Relações Exteriores e, mais tarde, ocupou a vice-presidência.
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A sequência de cargos consolidou sua posição como herdeiro político de Chávez e ampliou sua influência no Estado venezuelano. Com a morte de Hugo Chávez, em 2013, Maduro venceu uma eleição presidencial extraordinária por margem estreita e assumiu o país.
Ao longo dos anos seguintes, sua gestão foi marcada por um colapso econômico sem precedentes recentes na América Latina, com hiperinflação prolongada, desorganização produtiva e a saída de milhões de venezuelanos para o exterior.
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Nesse período, apesar da concentração de poder no Executivo e do controle sobre instituições-chave, não houve transparência pública detalhada sobre a evolução de seus bens pessoais, o que alimentou questionamentos recorrentes sobre a origem e a consistência de seu patrimônio.
A legitimidade de Maduro passou a ser formalmente contestada a partir de 2019, quando a Assembleia Nacional declarou que ele havia usurpado o poder. Desde então, de acordo com U.S Departament of State, mais de 50 países deixaram de reconhecê-lo como chefe de Estado.
As eleições presidenciais de julho de 2024 aprofundaram o impasse, com nova declaração de vitória por parte de Maduro, novamente rejeitada por diversos governos, entre eles os Estados Unidos.
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Esse isolamento internacional reforçou o escrutínio sobre sua situação financeira pessoal, especialmente diante das acusações de corrupção e envolvimento com estruturas criminosas.
Maduro foi indiciado em 2020 no Distrito Sul de Nova York por crimes relacionados ao narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e posse de armas de uso restrito.
As acusações incluíram sua suposta liderança do Cartel dos Sóis e alianças com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
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A partir dessas denúncias, o Departamento de Estado dos Estados Unidos passou a oferecer recompensas por informações que levassem à sua prisão, elevando progressivamente os valores até chegar a US$ 50 milhões em 2025.
O cerco judicial e financeiro internacional passou a ser visto como um fator que limitou a exposição e a movimentação de eventuais ativos associados ao ex-presidente.
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No início de 2026, Maduro foi capturado em uma operação militar dos Estados Unidos e levado a Nova York para responder às acusações federais.
O episódio encerrou de forma abrupta sua permanência no poder e marcou um desfecho inédito para um chefe de Estado em exercício.
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Com a prisão, o debate sobre seu patrimônio ganhou novo significado, os US$ 2 milhões atribuídos a Nicolás Maduro passaram a contrastar entre a concentração de poder político, as denúncias criminais e a profunda crise social enfrentada pela Venezuela ao longo de sua presidência.
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