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Conflito no Oriente Médio

Agência propõe maior liberação de reservas de petróleo da história para conter alta de preços

Publicado 11/03/2026 • 09:47 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Agência Internacional de Energia propõe liberação de 400 milhões de barris de petróleo, maior volume da história da agência
  • Fechamento do Estreito de Ormuz interrompe 20% do fornecimento mundial de petróleo após conflito no Oriente Médio
  • Preço do petróleo subiu até 40% desde o início dos ataques de EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro
Bomba de petróleo tipo cavalo-de-pau funcionando ao pôr-dos-sol

Freepik

Bomba de petróleo

A Agência Internacional de Energia (AIE) propôs a maior liberação de reservas estratégicas de petróleo de sua história para conter a alta das cotações provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O volume sugerido é de 400 milhões de barris, mais do que o dobro da maior liberação anterior da agência, de 182 milhões de barris, realizada em 2022 após a invasão russa da Ucrânia. O número de 400 milhões de barris foi divulgado pelo The Wall Street Journal.

A proposta foi apresentada em reunião emergencial com representantes dos 32 países-membros da AIE na terça-feira, enquanto ocorria o G7. A decisão sobre a adoção da medida estava prevista para esta quarta-feira e seria aprovada caso nenhum país se opusesse.

Leia também: Petróleo volta a superar US$ 90 com mercado ignorando possível liberação histórica de reservas

Ormuz bloqueado

O gatilho para a proposta é o fechamento quase total do Estreito de Ormuz, passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico aos mercados globais e por onde transita cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo diariamente. Ataques iranianos a petroleiros praticamente paralisaram o tráfego pelo estreito.

Desde o início dos ataques de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o preço do petróleo chegou a subir 40%, ultrapassando a marca de US$ 100 por barril. Na terça-feira, o barril encerrou o pregão abaixo de US$ 84, mas os preços de combustíveis como o diesel seguem em alta.

Economistas alertam que uma elevação sustentada nos preços do petróleo representa risco de aceleração da inflação e de correção nos mercados de ações, além do impacto direto para consumidores nos postos de combustível.

Reunião do G7

O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou que os países-membros mantêm 1,2 bilhão de barris em estoques públicos de emergência, com outros 600 milhões de barris em inventários comerciais obrigatórios. O volume total equivale a cerca de 124 dias de fornecimento perdido do Golfo Pérsico.

O presidente francês Emmanuel Macron convocou uma videoconferência com líderes do G7 para discutir alternativas para conter o impacto da crise energética. A reunião estava marcada para as 10h do horário de Brasília desta quarta-feira.

Histórico de liberações de petróleo

Liberações anteriores de reservas estratégicas tiveram resultados variados. Em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a AIE realizou duas liberações consecutivas. Num primeiro momento, os preços subiram 20%, pois o mercado interpretou a medida como sinal de que a crise era mais grave do que o esperado. Com o tempo, os analistas avaliam que as liberações ajudaram a derrubar as cotações.

O caso mais bem-sucedido ocorreu em 1991, quando o então presidente dos Estados Unidos George H.W. Bush ordenou o primeiro uso das reservas estratégicas americanas na véspera da Operação Tempestade no Deserto. Os países-membros da AIE acompanharam a medida com um plano coordenado de liberação. No primeiro dia da ofensiva, os preços caíram mais de 20%.

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