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Casa Branca envia Kushner e Witkoff ao Paquistão para negociações presenciais com o Irã
Publicado 24/04/2026 • 16:33 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 24/04/2026 • 16:33 | Atualizado há 1 hora
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Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner seguirão neste sábado (25) de manhã para o Paquistão a fim de participar de conversas diretas com autoridades iranianas, confirmou nesta sexta-feira (24) a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Segundo Leavitt, os próprios iranianos solicitaram uma reunião presencial, em linha com exigência anterior do presidente Donald Trump. “Os iranianos entraram em contato e pediram uma conversa presencial, como o presidente Donald Trump havia solicitado”, afirmou em entrevista à Fox News.
Ela disse que Trump decidiu enviar Kushner e Witkoff para ouvir as propostas de Teerã e avaliar possíveis avanços. “O presidente está enviando Steve e Jared para ouvir o que eles têm a dizer, e esperamos que seja uma conversa produtiva e que nos aproxime de um acordo”, declarou.
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O anúncio sugere uma possível retomada diplomática depois de sinais de estagnação nas tratativas entre os dois lados ao longo desta semana. O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação norte-americana na rodada inicial de negociações em Islamabad, não participará das reuniões deste fim de semana.
Segundo Leavitt, Vance seguirá envolvido diretamente no processo a partir de Washington. “O vice-presidente permanece profundamente envolvido em todo esse processo e ficará nos Estados Unidos, ao lado do presidente, do secretário de Estado Marco Rubio e de toda a equipe de segurança nacional”, disse.
Ela acrescentou que integrantes do governo poderão viajar ao Paquistão posteriormente, se necessário. “Todos estarão de prontidão para voar ao Paquistão, se necessário. Primeiro, Steve e Jared irão até lá para reportar ao presidente, ao vice-presidente e ao restante da equipe”, explicou.
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Mais cedo nesta sexta-feira, o chanceler iraniano Abbas Araghchi informou que iniciaria uma viagem por Islamabad, Mascate e Moscou.
Segundo ele, o objetivo é coordenar temas bilaterais com parceiros e discutir os desdobramentos regionais.
Leavitt afirmou ainda que as conversas em Islamabad serão mediadas pelo governo paquistanês.
A rodada inicial de negociações, realizada há quase duas semanas em Islamabad e liderada do lado americano por JD Vance, terminou sem consenso.
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Uma nova missão dos Estados Unidos era esperada para retornar ao Paquistão no começo desta semana, mas a viagem foi adiada após relatos de que representantes iranianos não compareceriam.
Grande parte do atrito entre os dois países gira em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O fluxo marítimo na região foi reduzido drasticamente após ameaças iranianas e, desde a semana passada, por um bloqueio naval retaliatório dos Estados Unidos.
As tensões agravaram um cessar-fogo já frágil, anunciado em 7 de abril, após ameaças de Trump de que toda a civilização iraniana poderia morrer caso não houvesse acordo. Apesar disso, na terça-feira Trump prorrogou unilateralmente a trégua pouco antes do prazo de expiração.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o governo Trump vinha afirmando que as operações seriam rápidas e terminariam em quatro a seis semanas. Com o prazo superado, a administração passou a reformular a narrativa sobre a duração do conflito, ressaltando que guerras anteriores dos EUA se prolongaram por anos.
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“Ao contrário das guerras intermináveis do passado, que se arrastaram por anos e décadas, a Operação Epic Fury entregou um resultado militar decisivo em apenas semanas”, afirmou o secretário de Defesa Pete Hegseth em coletiva nesta sexta-feira.
Ele citou os conflitos da Coreia, Vietnã, Iraque e Afeganistão, que, segundo ele, duraram anos ou décadas e produziram poucos resultados.
Hegseth também insistiu que a operação contra o Irã sempre esteve concentrada em impedir que o país obtenha arma nuclear, embora o governo tenha apresentado anteriormente diferentes justificativas para a guerra.
Na quinta-feira, Trump afirmou que não tem pressa para fechar um acordo de paz.
Segundo o presidente, a guerra teve impacto menor do que ele esperava sobre os mercados acionários e sobre os preços do petróleo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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