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Furto de bilhete premiado? Entenda a disputa judicial envolvendo um sorteio da Mega-Sena
Publicado 04/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 04/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Caixa Econômica
Uma aposta premiada da Mega-Sena deu origem a uma investigação policial e a uma disputa que chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso envolve um bilhete emitido com defeito, um prêmio milionário e um impasse sobre a condução do processo criminal.
A história começou em uma casa lotérica de Sinop (MT), após um concurso que distribuiu R$ 116,2 milhões entre quatro apostas vencedoras.
Com um dos bilhetes premiados no centro da investigação, a Justiça passou a analisar as circunstâncias do suposto furto do comprovante. Nesse contexto, o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, recentemente, decidiu que o processo continuará sendo julgado pela Justiça Estadual de Mato Grosso.
Leia também: Mega Sena: entenda o caso do suposto furto de bilhete premiado
O caso teve início em agosto de 2023, em uma casa lotérica de Sinop (MT), quando uma cliente registrou uma aposta da Mega-Sena. Durante o atendimento, a impressora emitiu o comprovante com um defeito físico e, por isso, a atendente gerou uma nova via com os mesmos números.
O procedimento da lotérica previa o cancelamento do primeiro bilhete, mas a empresa o manteve guardado no cofre. Dias depois, o sorteio contemplou a aposta e, como o comprovante com defeito continuou ativo no sistema, ele também passou a representar um bilhete premiado.
Naquele concurso, a Caixa Econômica Federal distribuiu R$ 116,2 milhões entre quatro apostas vencedoras. Duas delas saíram na mesma lotérica de Sinop, enquanto as outras contemplaram apostadores de Fortaleza (CE) e Uberaba (MG). Cada prêmio ultrapassou R$ 29 milhões.
Logo depois da divulgação do resultado, câmeras de segurança registraram a funcionária abrindo o cofre da lotérica e retirando o bilhete emitido com defeito.
Segundo a investigação, ela também comemorou a descoberta do prêmio e comentou com colegas que iria até uma agência bancária retirar o dinheiro.
No dia seguinte, a mulher e o marido pediram demissão da empresa. Em seguida, o homem compareceu à Caixa Econômica Federal afirmando ser um dos donos da aposta premiada. A movimentação levantou suspeitas entre os proprietários da lotérica que, então, analisaram as imagens das câmeras de segurança e acionaram a Polícia Civil.
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Siga o Times | CNBCA Polícia Civil apurou o desaparecimento do bilhete armazenado no cofre da empresa. Posteriormente, o Ministério Público denunciou o casal por furto qualificado mediante abuso de confiança.
Além da ação criminal, também tramita um processo na esfera cível para definir quem tem direito ao prêmio milionário.
Durante o andamento do processo, a defesa dos acusados pediu que o caso fosse transferido para a Justiça Federal, alegando que a Caixa Econômica Federal teria interesse na ação por ser responsável pelo pagamento do prêmio. Além disso, os advogados solicitaram a suspensão do processo criminal até a conclusão da ação cível.
Entretanto, o ministro Ribeiro Dantas, do STJ, rejeitou os dois pedidos. Segundo o magistrado, a suposta vítima do crime investigado é a empresa lotérica, e não a Caixa Econômica Federal. Com isso, o processo continuará tramitando na Justiça Estadual de Mato Grosso.
Leia também: Mega-Sena em 30 anos: veja quanto a loteria já pagou em prêmios
Enquanto o caso segue na Justiça, a Mega-Sena completa 30 anos em 2026. Segundo a Caixa Econômica Federal, a loteria movimentou R$ 115,2 bilhões desde o primeiro sorteio, realizado em 1996.
Ao longo desse período, R$ 43,8 bilhões foram pagos em prêmios aos apostadores, enquanto outros R$ 46 bilhões foram destinados a ações sociais em áreas como educação, esporte, cultura e segurança pública.
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