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Furto de bilhete premiado? Entenda a disputa judicial envolvendo um sorteio da Mega-Sena

Publicado 04/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Uma aposta premiada da Mega-Sena deu origem a uma investigação policial e a uma disputa que chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
  • A história começou em uma casa lotérica de Sinop (MT), após um concurso que distribuiu R$ 116,2 milhões entre quatro apostas vencedoras.
  • Durante o atendimento, a impressora emitiu o comprovante com um defeito físico e, por isso, a atendente gerou uma nova via com os mesmos números.
Furto de bilhete premiado? Entenda a disputa judicial envolvendo um sorteio da Mega-Sena

Foto: Caixa Econômica

Furto de bilhete premiado? Entenda a disputa judicial envolvendo um sorteio da Mega-Sena

Uma aposta premiada da Mega-Sena deu origem a uma investigação policial e a uma disputa que chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso envolve um bilhete emitido com defeito, um prêmio milionário e um impasse sobre a condução do processo criminal.

A história começou em uma casa lotérica de Sinop (MT), após um concurso que distribuiu R$ 116,2 milhões entre quatro apostas vencedoras.

Com um dos bilhetes premiados no centro da investigação, a Justiça passou a analisar as circunstâncias do suposto furto do comprovante. Nesse contexto, o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, recentemente, decidiu que o processo continuará sendo julgado pela Justiça Estadual de Mato Grosso.

Leia também: Mega Sena: entenda o caso do suposto furto de bilhete premiado

Como surgiu a disputa pelo bilhete da Mega-Sena?

O caso teve início em agosto de 2023, em uma casa lotérica de Sinop (MT), quando uma cliente registrou uma aposta da Mega-Sena. Durante o atendimento, a impressora emitiu o comprovante com um defeito físico e, por isso, a atendente gerou uma nova via com os mesmos números.

O procedimento da lotérica previa o cancelamento do primeiro bilhete, mas a empresa o manteve guardado no cofre. Dias depois, o sorteio contemplou a aposta e, como o comprovante com defeito continuou ativo no sistema, ele também passou a representar um bilhete premiado.

Naquele concurso, a Caixa Econômica Federal distribuiu R$ 116,2 milhões entre quatro apostas vencedoras. Duas delas saíram na mesma lotérica de Sinop, enquanto as outras contemplaram apostadores de Fortaleza (CE) e Uberaba (MG). Cada prêmio ultrapassou R$ 29 milhões.

Movimentação após o sorteio levantou suspeitas

Logo depois da divulgação do resultado, câmeras de segurança registraram a funcionária abrindo o cofre da lotérica e retirando o bilhete emitido com defeito.

Segundo a investigação, ela também comemorou a descoberta do prêmio e comentou com colegas que iria até uma agência bancária retirar o dinheiro.

No dia seguinte, a mulher e o marido pediram demissão da empresa. Em seguida, o homem compareceu à Caixa Econômica Federal afirmando ser um dos donos da aposta premiada. A movimentação levantou suspeitas entre os proprietários da lotérica que, então, analisaram as imagens das câmeras de segurança e acionaram a Polícia Civil.

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O que está sendo investigado?

A Polícia Civil apurou o desaparecimento do bilhete armazenado no cofre da empresa. Posteriormente, o Ministério Público denunciou o casal por furto qualificado mediante abuso de confiança.

Além da ação criminal, também tramita um processo na esfera cível para definir quem tem direito ao prêmio milionário.

STJ mantém processo na Justiça Estadual

Durante o andamento do processo, a defesa dos acusados pediu que o caso fosse transferido para a Justiça Federal, alegando que a Caixa Econômica Federal teria interesse na ação por ser responsável pelo pagamento do prêmio. Além disso, os advogados solicitaram a suspensão do processo criminal até a conclusão da ação cível.

Entretanto, o ministro Ribeiro Dantas, do STJ, rejeitou os dois pedidos. Segundo o magistrado, a suposta vítima do crime investigado é a empresa lotérica, e não a Caixa Econômica Federal. Com isso, o processo continuará tramitando na Justiça Estadual de Mato Grosso.

Leia também: Mega-Sena em 30 anos: veja quanto a loteria já pagou em prêmios

Mega-Sena completa 30 anos

Enquanto o caso segue na Justiça, a Mega-Sena completa 30 anos em 2026. Segundo a Caixa Econômica Federal, a loteria movimentou R$ 115,2 bilhões desde o primeiro sorteio, realizado em 1996.

Ao longo desse período, R$ 43,8 bilhões foram pagos em prêmios aos apostadores, enquanto outros R$ 46 bilhões foram destinados a ações sociais em áreas como educação, esporte, cultura e segurança pública.

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