CNBC

CNBCIrlanda entra em colapso no trânsito devido a protestos por combustível enquanto guerra no Irã eleva preços

Conflito no Oriente Médio

Petróleo: por que o cessar-fogo não garante queda imediata dos preços

Publicado 10/04/2026 • 13:36 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Mesmo com o cessar-fogo anunciado entre Estados Unidos e Irã após mais de 40 dias de guerra no Oriente Médio, os termos acordados não parecem surtir efeito como esperado.
  • A confirmação previa à reabertura imediata do Estreito de Ormuz, além da livre passagem dos navios cargueiros para rota marítima.
  • Mas isso não está acontecendo como deveria. Além do baixo fluxo na região, as forças armadas do Irã estão cobrando pedágios em criptomoedas e realizando vistorias nas embarcações.
Petroleira e barris de petróleo

Foto: Freepik

Cessar-fogo não é garantia de normalização do preço do petróleo

Mesmo com o cessar-fogo anunciado entre Estados Unidos e Irã após mais de 40 dias de guerra no Oriente Médio, os termos acordados não parecem surtir efeito como esperado. A confirmação tinha a condição da reabertura imediata do Estreito de Ormuz, além da livre passagem dos navios cargueiros para rota marítima.

Mas isso não está acontecendo como deveria. Além do baixo fluxo na região, as forças armadas do Irã estão cobrando pedágios em criptomoedas e realizando vistorias nas embarcações.

Essas ações iranianas estão sendo enquadradas como ações militares. Essa movimentação segue atrasando a retomada do fluxo e, consequentemente, aumentando o tempo necessário para normalizar os preços energéticos mundialmente.

“A reabertura levará semanas e meses”, acrescentou Usha Haley, titular da Cátedra W. Frank Barton de Negócios Internacionais da Universidade Estadual de Wichita.

“A reabertura será controversa… O GNL [gás natural liquefeito] levará meses para se reequilibrar devido aos impactos na infraestrutura, e pode levar de três a seis meses para se normalizar, se tudo o mais permanecer normal. E não está.”

Leia também: Petróleo dos EUA supera US$ 100 em meio a impasse no Estreito de Ormuz

Cessar-fogo não garante normalidade dos preços

Embora represente uma pausa nos bombardeios, a trégua entre os países não deve resultar em uma queda imediata nos preços do petróleo e do gás. Isso porque o mercado ainda enfrenta forte instabilidade no reabastecimento, como citado na situação atual do Estreito de Ormuz.

Na prática, a possível liberação da rota marítima seria a responsável por aliviar a crise energética e iniciar o processo de normalização dos preços. Entretanto, as ações iranianas no local atrasam essa recuperação, que pode levar meses para acontecer, de acordo com análise do portal de notícias Al Jazeera.

Estreito de Ormuz no centro do processo

Conforme já citado, o Estreito de Ormuz seguirá recebendo a atenção mundial até que os preços do petróleo retornem à sua normalidade. Mesmo não sendo a única, a via é atualmente a mais importante para o reabastecimento de petróleo e outros materiais essenciais.

Em 2024, a rota foi responsável pelo envio de 20% do consumo global. Durante o conflito, o Irã bloqueou o fluxo nessa rota, que deu início a uma crise energética mundial. Apesar de já estar liberado, em tese, o fluxo na região segue muito abaixo do esperado, e grande parte das embarcações que utilizam a rota possui ligação direta com o Irã.

Por ora, “um excesso de risco elevado no fornecimento de petróleo proveniente do Golfo significa que os preços do petróleo permanecerão mais altos do que antes do início do ataque”, disse Rachel Ziemba, pesquisadora sênior adjunta do Centro para uma Nova Segurança Americana.

Petróleo: por que o cessar-fogo não garante queda imediata dos preços
Foto: Al Jazeera

Leia também: “É melhor que não estejam”, ameaça Trump sobre possível cobrança de taxas do Irã a petroleiros em Ormuz

Recuperação depende de fatores geopolíticos

Analistas ouvidos pelo Al Jazeera apontam que a normalização do mercado energético depende de fatores complexos que vão além do cessar-fogo firmado.

Entre os fatores necessários, negociações entre grandes potências globais, como Estados Unidos, China e Rússia, além de países da região do Golfo, são essenciais para garantir a queda no preço.

Vale destacar que, apesar da necessidade de cooperação, os três países mantêm um histórico de tensões, frequentemente marcado por sanções, muitas delas impostas pelos Estados Unidos. Os americanos já restringiram a venda de petróleo russo como forma de enfraquecer a economia do país após a invasão na Ucrânia. A China também é alvo recorrente de tarifas e medidas comerciais semelhantes.

Com isso, as frequentes tensões e possíveis novas instabilidades, como já ocorre no Estreito de Ormuz, tornam difícil uma previsão de quanto tempo irá demorar para normalizar a situação envolvendo o petróleo. Entretanto, mesmo com o cessar-fogo em vigor, essa previsão não deve ser otimista, visto que ainda existem impasses na região.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Conflito no Oriente Médio

Carros híbridos voltam a pagar IPVA em SP; veja quando começa a cobrança Inteligência artificial domina o mercado? Veja a visão da BlackRock Quanto o ar-condicionado pesa na conta de luz? Veja o custo por 2, 5, 8 ou 10 horas diárias Renovação automática e gratuita da CNH vale para idosos? Entenda as regras IPTU: pagar à vista ou parcelar em 10 vezes? Veja quando cada opção compensa Você já teve algum deles? 6 carros que deixaram de ser vendidos no Brasil em 2025 Quem mais usa milhas no Brasil? Millennials e geração X puxam ranking Bolsa atrai 206 mil novos investidores em 2025; veja os estados que mais avançaram