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Pedágio em criptomoeda: como isso muda o comércio global de petróleo
Publicado 09/04/2026 • 14:40 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 09/04/2026 • 14:40 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Foto: National Geographic
Pedágio em criptomoeda: como isso muda o comércio global de petróleo
Os conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel pareciam caminhar para um cessar-fogo temporário de duas semanas. Entretanto, apesar da confirmação entre os países envolvidos com o corte de bombardeios e ameaças, o acordo parece longe de funcionar, já que inspeções e cobranças de pedágios em criptomoedas estão sendo realizadas.
Após quase 2 meses desde o início da guerra, a situação envolvendo os conflitos no Oriente Médio deixou de ser um embate entre os países e se tornou um problema global.
Isso porque, como forma de retaliação aos primeiros ataques americanos, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, principal rota para o envio do petróleo e ponto central do atual acordo que previa a reabertura da via marítima, o que não aconteceu.
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Desde o fechamento do Estreito de Ormuz, uma crise energética atingiu diversos países que não estavam envolvidos diretamente na guerra. A falta do reabastecimento do petróleo impacta diretamente em diversos serviços internos, como o combustível, por exemplo.
Com isso, a indisponibilidade da rota, que em 2024 foi responsável por 20% do envio global do material, obriga os países a realizar medidas que minimizem o impacto. O atual acordo entre os países coloca como ponto central a reabertura de Ormuz e livre passagem dos navios cargueiros.
Apesar de simples, o acordo selado entre Estados Unidos e Irã não parece seguir os padrões acordados. Mesmo após o anúncio de reabertura de Ormuz, diversos navios relatam uma cobrança iraniana em criptomoeda, uma espécie de pedágio.
A ação dos iranianos incomoda as embarcações que desejam utilizar a rota para enviar o material. A medida de cobrar a utilização, além de causar possíveis retaliações dos EUA, também pode impedir que cargueiros voltem ao Estreito de Ormuz, o que seguiria impactando a economia global.
Além disso, as forças armadas do Irã também realizam uma inspeção nas embarcações em busca de armamentos, algo citado como uma ação militar.
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Siga o Times | CNBCConforme citado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, antes do conflito, entre 100 a 120 embarcações comerciais cruzavam diariamente o Estreito de Ormuz, em sua maioria petroleiros. Após os ataques iranianos a navios comerciais, esse número despencou para poucas embarcações no local.
Entre 30 de março e 5 de abril, 72 navios realizaram a travessia, o maior volume desde o início da guerra. Entretanto, o número ainda representa 90% de redução no fluxo dentro da normalidade.
Apesar da expectativa da reabertura de Ormuz, a via marítima não está de fato disponível para todas as embarcações, o que quebra o acordo entre os dois países. Até o momento não houve uma nota oficial por parte dos americanos.
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O acordo entre EUA e Irã também envolveu o sinal verde por parte de Israel, inimigo histórico de Teerã. Entretanto, mesmo aceitando os termos, Israel deixou claro que o cessar-fogo proposto atende apenas aos ataques em conjunto com os Estados Unidos, mantendo as ofensivas contra o grupo terrorista libanês Hezbollah, financiado pelo Irã.
Com isso, os iranianos afirmaram que podem abandonar o acordo de cessar-fogo com os EUA caso Israel continue quebrando os termos de trégua propostos. A informação foi divulgada por uma fonte à agência semioficial iraniana Tasnim.
Por parte dos americanos, caso o Irã mantenha a cobrança de pedágios em criptomoedas e a fiscalização nas embarcações, o acordo de cessar-fogo pode estar ainda mais comprometido.
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