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Conflito no Oriente Médio

Pedágio em criptomoeda: como isso muda o comércio global de petróleo

Publicado 09/04/2026 • 14:40 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Os conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel pareciam caminhar para um cessar-fogo temporário de duas semanas.
  • Entretanto, apesar da confirmação entre os países envolvidos com o corte de bombardeios e ameaças, o acordo parece longe de funcionar como deveria de fato.
  • Após quase 3 meses desde o início da guerra, a situação envolvendo os conflitos no Oriente Médio deixou de ser um embate entre os países e se tornou um problema global.
Estreito de Ormuz

Foto: National Geographic

Pedágio em criptomoeda: como isso muda o comércio global de petróleo

Os conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel pareciam caminhar para um cessar-fogo temporário de duas semanas. Entretanto, apesar da confirmação entre os países envolvidos com o corte de bombardeios e ameaças, o acordo parece longe de funcionar, já que inspeções e cobranças de pedágios em criptomoedas estão sendo realizadas.

Após quase 2 meses desde o início da guerra, a situação envolvendo os conflitos no Oriente Médio deixou de ser um embate entre os países e se tornou um problema global.

Isso porque, como forma de retaliação aos primeiros ataques americanos, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, principal rota para o envio do petróleo e ponto central do atual acordo que previa a reabertura da via marítima, o que não aconteceu.

Leia também: Ibovespa pode bater máximas históricas após suspensão de ataques ao Irã; peso das petroleiras preocupa mercado

Estreito de Ormuz segue como principal problema

Desde o fechamento do Estreito de Ormuz, uma crise energética atingiu diversos países que não estavam envolvidos diretamente na guerra. A falta do reabastecimento do petróleo impacta diretamente em diversos serviços internos, como o combustível, por exemplo.

Com isso, a indisponibilidade da rota, que em 2024 foi responsável por 20% do envio global do material, obriga os países a realizar medidas que minimizem o impacto. O atual acordo entre os países coloca como ponto central a reabertura de Ormuz e livre passagem dos navios cargueiros.

Pedágios e vistorias iranianas

Apesar de simples, o acordo selado entre Estados Unidos e Irã não parece seguir os padrões acordados. Mesmo após o anúncio de reabertura de Ormuz, diversos navios relatam uma cobrança iraniana em criptomoeda, uma espécie de pedágio.

A ação dos iranianos incomoda as embarcações que desejam utilizar a rota para enviar o material. A medida de cobrar a utilização, além de causar possíveis retaliações dos EUA, também pode impedir que cargueiros voltem ao Estreito de Ormuz, o que seguiria impactando a economia global.

Além disso, as forças armadas do Irã também realizam uma inspeção nas embarcações em busca de armamentos, algo citado como uma ação militar.

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Estreito de Ormuz está aberto?

Conforme citado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, antes do conflito, entre 100 a 120 embarcações comerciais cruzavam diariamente o Estreito de Ormuz, em sua maioria petroleiros. Após os ataques iranianos a navios comerciais, esse número despencou para poucas embarcações no local.

Entre 30 de março e 5 de abril, 72 navios realizaram a travessia, o maior volume desde o início da guerra. Entretanto, o número ainda representa 90% de redução no fluxo dentro da normalidade.

Apesar da expectativa da reabertura de Ormuz, a via marítima não está de fato disponível para todas as embarcações, o que quebra o acordo entre os dois países. Até o momento não houve uma nota oficial por parte dos americanos.

Leia também: Petróleo deixa para trás expectativas de US$ 140 e impacto em petroleiras deve vir no curto prazo, dizem analistas

Irã ameaça quebrar o acordo

O acordo entre EUA e Irã também envolveu o sinal verde por parte de Israel, inimigo histórico de Teerã. Entretanto, mesmo aceitando os termos, Israel deixou claro que o cessar-fogo proposto atende apenas aos ataques em conjunto com os Estados Unidos, mantendo as ofensivas contra o grupo terrorista libanês Hezbollah, financiado pelo Irã.

Com isso, os iranianos afirmaram que podem abandonar o acordo de cessar-fogo com os EUA caso Israel continue quebrando os termos de trégua propostos. A informação foi divulgada por uma fonte à agência semioficial iraniana Tasnim.

Por parte dos americanos, caso o Irã mantenha a cobrança de pedágios em criptomoedas e a fiscalização nas embarcações, o acordo de cessar-fogo pode estar ainda mais comprometido.

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