Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Controle do Irã sobre Ormuz amplia riscos de instabilidade energética e geopolítica, diz especialista
Publicado 01/04/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
Petróleo sobe após novos ataques dos EUA no Irã elevarem temor sobre Ormuz
Jamie Dimon diz que JPMorgan pode gastar até R$ 101 bilhões em aquisições
Ações da Abercrombie sobem 12% após balanço superar expectativas apesar de impacto da guerra com Irã
Semicondutores, aéreas e varejo: veja as ações que lideram em Wall Street nesta quarta (27)
Amazon começa a vender sua tecnologia de I.A. para e-commerce a outros varejistas
Publicado 01/04/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O fortalecimento do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz após mais de um mês de guerra reforça o papel da região como um dos principais pontos de pressão da economia global, ampliando os riscos de instabilidade energética e geopolítica.
Segundo a especialista em geopolítica do Oriente Médio, Helena Cherem, o chamado “fechamento” do estreito não ocorre de forma absoluta, mas sim por meio de controle seletivo de passagem. “Não é uma cancela marítima; o Irã impõe e decide quem pode ou não atravessar”, explicou, em entrevista ao Fast Money, programa do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (31).
Ela afirma que embarcações que não seguem as diretrizes impostas por Teerã podem ser alvo direto. “Quem não seguir, pode ser abatido pelas forças navais iranianas”, disse, destacando o caráter dissuasório da estratégia.
Leia também: Zelenski diz que Ucrânia pode ajudar a liberar Ormuz e reforça abertura para cessar-fogo com a Rússia
De acordo com a especialista, o controle do estreito funciona como um instrumento de pressão contínua, ao elevar riscos logísticos e custos no transporte marítimo. A possibilidade de ataques torna o seguro e a operação de navios mais caros e arriscados, desestimulando rotas pela região.
Ela ressalta que, até o momento, nenhum país decidiu desafiar diretamente as restrições impostas pelo Irã, diante do risco de retaliação.
Na avaliação de Cherem, o Irã demonstra capacidade de sustentar o confronto por mais tempo. “O país já se preparava para essa guerra há bastante tempo”, afirmou, citando a atuação tanto em terra quanto no mar.
Leia também: O que é GNL? Entenda o gás que move um quarto do mundo e passa pelo Estreito de Ormuz
Ela também destacou a assimetria de custos militares, em que ataques iranianos relativamente baratos exigem sistemas de defesa mais caros por parte dos adversários.
A especialista considera improvável um desfecho rápido. “Já ultrapassamos o prazo inicial de semanas e não há sinais de encerramento no curto prazo”, disse.
Sobre uma possível invasão terrestre pelos Estados Unidos, Cherem avalia que o cenário é complexo e incerto. Apesar da superioridade militar americana em termos de tecnologia e armamentos, o Irã possui vantagens estratégicas.
“O Irã se destaca em táticas de guerrilha e no conhecimento do terreno, que é montanhoso e de difícil acesso”, explicou, ressaltando que essas características podem dificultar uma ofensiva convencional.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleEla lembra que o país também mantém conexões com grupos regionais e domina estratégias de guerra indireta, o que amplia sua capacidade de resistência.
Diante desse cenário, a especialista conclui que a tendência é de prolongamento do conflito, com múltiplas frentes de atuação e impactos contínuos sobre a economia global e a segurança energética.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Copasa: recuo da oferta no dia do anúncio com as propostas já na mesa é ‘mais sério do que ajuste de cronograma’
2
Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi
3
Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai e reduzem custos em até 40%
4
EXCLUSIVO: Mercado de fusões e aquisições no Brasil sobe 114% em valor com menos negócios e mais capital por operação
5
Micron vale US$ 1 trilhão, falta memória no mundo e o assessor de imprensa está ‘até o pescoço’ com as pautas de I.A.