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CNBCPetróleo sobe após novos ataques dos EUA no Irã elevarem temor sobre Ormuz

Conflito no Oriente Médio

Controle do Irã sobre Ormuz amplia riscos de instabilidade energética e geopolítica, diz especialista

Publicado 01/04/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Irã usa controle seletivo do Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão, elevando riscos e custos no fluxo global de petróleo.
  • Estratégia iraniana combina baixo custo de ataque com alto custo de defesa, permitindo sustentar o conflito por mais tempo.
  • Possível invasão terrestre enfrenta obstáculos, com vantagem do Irã em táticas de guerrilha e conhecimento do terreno.

O fortalecimento do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz após mais de um mês de guerra reforça o papel da região como um dos principais pontos de pressão da economia global, ampliando os riscos de instabilidade energética e geopolítica.

Segundo a especialista em geopolítica do Oriente Médio, Helena Cherem, o chamado “fechamento” do estreito não ocorre de forma absoluta, mas sim por meio de controle seletivo de passagem. “Não é uma cancela marítima; o Irã impõe e decide quem pode ou não atravessar”, explicou, em entrevista ao Fast Money, programa do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (31).

Ela afirma que embarcações que não seguem as diretrizes impostas por Teerã podem ser alvo direto. “Quem não seguir, pode ser abatido pelas forças navais iranianas”, disse, destacando o caráter dissuasório da estratégia.

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De acordo com a especialista, o controle do estreito funciona como um instrumento de pressão contínua, ao elevar riscos logísticos e custos no transporte marítimo. A possibilidade de ataques torna o seguro e a operação de navios mais caros e arriscados, desestimulando rotas pela região.

Ela ressalta que, até o momento, nenhum país decidiu desafiar diretamente as restrições impostas pelo Irã, diante do risco de retaliação.

Capacidade de prolongar o conflito

Na avaliação de Cherem, o Irã demonstra capacidade de sustentar o confronto por mais tempo. “O país já se preparava para essa guerra há bastante tempo”, afirmou, citando a atuação tanto em terra quanto no mar.

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Ela também destacou a assimetria de custos militares, em que ataques iranianos relativamente baratos exigem sistemas de defesa mais caros por parte dos adversários.

A especialista considera improvável um desfecho rápido. “Já ultrapassamos o prazo inicial de semanas e não há sinais de encerramento no curto prazo”, disse.

Risco de escalada terrestre

Sobre uma possível invasão terrestre pelos Estados Unidos, Cherem avalia que o cenário é complexo e incerto. Apesar da superioridade militar americana em termos de tecnologia e armamentos, o Irã possui vantagens estratégicas.

O Irã se destaca em táticas de guerrilha e no conhecimento do terreno, que é montanhoso e de difícil acesso”, explicou, ressaltando que essas características podem dificultar uma ofensiva convencional.

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Ela lembra que o país também mantém conexões com grupos regionais e domina estratégias de guerra indireta, o que amplia sua capacidade de resistência.

Diante desse cenário, a especialista conclui que a tendência é de prolongamento do conflito, com múltiplas frentes de atuação e impactos contínuos sobre a economia global e a segurança energética.

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