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O que é GNL? Entenda o gás que move um quarto do mundo e passa pelo Estreito de Ormuz
Publicado 30/03/2026 • 16:35 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 30/03/2026 • 16:35 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: wikimedia commons.
O que é GNL? Entenda o gás que move um quarto do mundo e passa pelo Estreito de Ormuz
A paralisação do Estreito de Ormuz não prejudica apenas o mercado dependente de petróleo. Na verdade, o abastecimento de gás natural liquefeito (GNL) também é impactado.
Em geral, entre 20% e 30% de todo o petróleo do mundo e 20% de todo o GNL passam pela rota marítima do estreito.
Mas, afinal, o que é gás natural liquefeito?
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De acordo com a U.S Energy Information Administration, define-se o gás natural liquefeito como “gás natural resfriado ao estado líquido (liquefeito), a cerca de -162 °C, para transporte e armazenamento”. Nesse sentido, o processo de liquefação reduz o gás a 600 avos do volume original, o que permite o transporte do gás onde gasodutos não chegam e também que ele seja utilizado como combustível em transportes.
Como colocado pelo jornal Al Jazeera, a natureza líquida, incolor, inodora e não inflamável do GNL torna-o uma das melhores opções para transporte em longas distâncias.
Agora, a paralisação da principal rota de distribuição desse gás incita preocupações quanto ao fornecimento desse gás, visto que ele representa um quarto do consumo mundial de energia.
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Na prática, utiliza-se o GNL para cozinhar, aquecer e gerar eletricidade. Para isso, distribui-se o gás por meio de gasodutos instalados em empresas, indústrias e residências.
No mercado de energia, também aparece como uma alternativa menos carbonizada, quando comparado ao carvão e petróleo.
Além disso, indústrias também utilizam o gás natural liquefeito para fabricar plásticos, tintas, medicamentos e fertilizantes. Já nos meios de transporte, pode ser uma alternativa para navios e outros veículos pesados.
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Como citado anteriormente neste texto, o gás natural de liquefeito está presente em diversos produtos. No caso de fertilizantes, por exemplo, os países do Golfo estão entre os principais fornecedores mundiais de ureia.
Com o Estreito de Ormuz quase totalmente paralisado, diversos produtores de fertilizantes da região suspenderam ou reduziram as operações, de acordo com o Al Jazeera. Ainda segundo o jornal árabe, a QatarEnergy – a maior fábrica de ureia do mundo – foi uma das empresas a interromper a produção, devido aos ataques à sua infraestrutura de GNL. Enquanto isso, o terminal de armazenamento de amônia no porto omanita de Salalah também está fechado após ataques com drones no dia 11 de março de 2026.
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