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Demanda por petróleo deve ter maior queda trimestral desde a Covid, diz AIE
Publicado 14/04/2026 • 06:41 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 14/04/2026 • 06:41 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
A demanda por petróleo bruto deve registrar no segundo trimestre a maior queda desde o impacto da pandemia de Covid-19 em 2020, informou nesta terça-feira (14) a Agência Internacional de Energia (AIE).
Segundo a agência, a disparada dos preços provocada pela guerra no Oriente Médio deve levar países e setores industriais a reduzirem o consumo. “A destruição da demanda se espalhará à medida que a escassez e os preços mais altos persistirem”, afirmou a AIE em seu relatório mensal.
A AIE destacou que suas projeções consideram um cenário-base em que os embarques de petróleo sejam retomados em maio pelo Estreito de Ormuz, que está efetivamente fechado por Teerã desde o início dos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
Nesse cenário, a demanda cairia em 1,5 milhão de barris por dia (bpd) no segundo trimestre, sendo a queda mais acentuada desde que a Covid-19 reduziu o consumo de combustíveis, segundo a agência.
De forma geral, a demanda já teria recuado em 800 mil bpd em março e deve cair ainda mais, em 2,3 milhões de bpd em abril, de acordo com as estimativas.
A AIE alertou, porém, que um cenário mais prolongado, com o Estreito de Ormuz permanecendo fechado, pode provocar uma queda ainda mais intensa no consumo de petróleo.
Leia também: Petróleo fecha próximo aos US$ 100 após bloqueio no Estreito de Ormuz
“Nesse caso, os mercados de energia e as economias ao redor do mundo precisam se preparar para disrupções significativas nos próximos meses”, advertiu a agência.
A AIE também apontou que um dos principais beneficiados pelas disrupções no Oriente Médio foi a Rússia, que quase dobrou sua receita com exportações de petróleo em março, após os Estados Unidos flexibilizarem sanções ao petróleo russo para conter a alta dos preços de energia.
Segundo a agência, a Rússia arrecadou US$ 19 bilhões (R$ 94,8 bilhões) no mês, com as exportações de petróleo bruto e derivados saltando para 7,1 milhões de barris por dia, ante 320 mil barris diários em fevereiro.
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