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Conflito no Oriente Médio

DoE reduz projeções para o brent após alívio no Oriente Médio e prevê petróleo mais barato

Publicado 07/07/2026 • 14:31 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Departamento de Energia dos EUA revisou para baixo as estimativas do Brent em 2026 e 2027 após a normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz.
  • Órgão espera aumento da produção global de petróleo e retorno do mercado a um cenário de excesso de oferta no próximo ano.
  • Com petróleo mais barato, projeção é de queda nos preços da gasolina nos Estados Unidos ao longo de 2026 e 2027.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) revisou para baixo suas estimativas para o preço do petróleo Brent nos próximos dois anos, refletindo a expectativa de um mercado mais abastecido após a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz e a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã.

No relatório mensal Short-Term Energy Outlook (STEO), divulgado nesta terça-feira (7), o órgão passou a projetar um preço médio de US$ 82 (R$ 427,22) por barril em 2026 e de US$ 65 (R$ 338,65) em 2027. As estimativas anteriores, publicadas em junho, eram de US$ 95 (R$ 494,95) e US$ 79 (R$ 411,59) por barril, respectivamente.

Segundo o DoE, a retomada dos fluxos comerciais na região e o aumento da produção mundial reduzirão a necessidade de retirada de petróleo dos estoques globais nos próximos meses.

O departamento estima que os estoques mundiais recuem 2,2 milhões de barris por dia no terceiro trimestre de 2026, abaixo da previsão superior a 7 milhões de barris diários divulgada em junho e também inferior aos cerca de 5 milhões de barris por dia registrados no segundo trimestre deste ano.

“O aumento da produção de petróleo fará com que o mercado retorne ao estado de excesso de oferta anterior ao conflito”, afirma o relatório.

Produção maior

As projeções para a oferta global também foram revisadas para cima. O DoE passou a estimar uma produção mundial de 75,7 milhões de barris por dia em 2026, alta de 3,5% em relação à estimativa anterior, de 73,2 milhões de barris diários.

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Para 2027, a previsão foi elevada de 80,9 milhões para 81,4 milhões de barris por dia, reforçando a expectativa de maior disponibilidade de petróleo no mercado internacional.

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Impacto na gasolina

A perspectiva de preços menores para o petróleo também levou o departamento a revisar as projeções para os combustíveis nos Estados Unidos.

Segundo o relatório, o preço médio da gasolina no varejo deverá ficar em US$ 3,80 (R$ 19,80) por galão no terceiro trimestre de 2026, abaixo dos mais de US$ 4,20 (R$ 21,88) registrados no trimestre anterior.

No curto prazo, o órgão ressalta que a redução do petróleo será parcialmente compensada por margens elevadas de refino e distribuição, consequência dos estoques ainda reduzidos de gasolina.

Leia também: Volatilidade do petróleo: por que o mercado ainda não confia na paz no Oriente Médio

Já com a recomposição dos estoques e o fim da temporada de maior demanda no verão do Hemisfério Norte, o DoE espera que os preços recuem para cerca de US$ 3,40 (R$ 17,71) por galão no quarto trimestre de 2026.

Para 2027, a projeção para o preço médio anual da gasolina foi reduzida para US$ 3,09 (R$ 16,10) por galão, valor 15,1% inferior à estimativa anterior, que era de US$ 3,64 (R$ 18,97) por galão.

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