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EUA x Irã: quem são os principais políticos envolvidos no conflito armado
Publicado 02/03/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/03/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AP
O Irã foi atacado pelos Estados Unidos e Israel no último sábado (28). O início do conflito armado se deve a negociações frustradas entre os países. Em paralelo, a população do Irã também já encarava um período de repressão, violência e protestos.
Nesse contexto, veja a seguir quem são as 5 pessoas no centro do conflito.
Leia também: Primeiro-ministro libanês anuncia proibição das atividades militares do Hezbollah
O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado invadir o Irã há algum tempo.
Em janeiro de 2026, uma série de protestos massivos aconteceu no país do Oriente Médio. Sendo assim, Trump aproveitou o contexto para alertar que responderia à situação “fortemente” caso a liderança iraniana começasse a assassinar pessoas.
Mesmo assim, os EUA e o Irã possuem atritos desde 1979, quando ocorreu a Revolução Islâmica. Naquela época, segundo o portal Britannica, militantes iranianos sequestraram 66 cidadãos dos Estados Unidos na embaixada dos EUA em Teerã. Desse total, 52 permaneceram reféns por mais de um ano.
Em 2016, quando Trump exercia seu primeiro mandato, promoveu a campanha “pressão máxima” contra o Irã, com o intuito de atingir a economia e diplomacia do país. Dois anos depois, segundo a Reuters, o presidente tirou os EUA do acordo internacional referente ao programa nuclear – no qual se previa a suspensão gradual de sanções, em troca de garantias de que uma bomba atômica não seria desenvolvida pelo Irã.
Paralelamente, Israel e outros países ocidentais acusaram o Irã pelo desenvolvimento de arma nuclear. A resposta das autoridades iranianas era de que o programa existia para fins civis.
Ademais, em 3 de janeiro de 2020, um bombardeio dos Estados Unidos em Bagdá levou à morte do general iraniano Qassem Soleimai. A justificativa de Trump era baseada em um “ataque iminente” contra militares e diplomatas americanos. A resposta do Irã se deu em lançamentos de mísseis contra bases com soldados do Iraque e dos EUA.
Ainda nesse contexto, segundo a organização Armed Conflict Location and Event Data (ACLED), entre 13 e 24 de junho de 2025, Irã e Israel enfrentaram uma guerra de 12 dias. No dia 21 de junho, os EUA bombardearam três instalações nucleares iranianas, com o intuito de aniquilá-las, segundo Trump.
Ali Khamenei morreu no primeiro dia de conflito armado com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro de 2026, aos 86 anos. No entanto, ele estava no poder do Irã desde 1989, quando assumiu o cargo após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini.
Segundo a Encyclopaedia Britannica, o posto de líder supremo é vitalício e concentra amplos poderes: ele atua como chefe de Estado, autoridade máxima religiosa e das Forças Armadas. Em geral, o título de aiatolá diz respeito a clérigos xiitas de alto escalão, especialistas em jurisprudência islâmica, teologia e filosofia, além de ter a palavra final em assuntos sobre segurança, defesa e política externa.
Em 1979, fez parte da Revolução Islâmica, que derrubou a monarquia de Mohammad Reza Pahlavi e instaurou a República Islâmica. Desde então, organizações internacionais de direitos humanos, como a Human Rights Watch, relatam que o regime iraniano impõe restrições a opositores políticos, à liberdade de expressão e aos direitos das mulheres. O governo iraniano contesta tais acusações.
Ainda de acordo com a Britannica, Khamenei supervisionava o programa nuclear iraniano. Ademais, ao longo das últimas décadas, o aiatolá defendeu uma postura de confronto com os Estados Unidos e Israel.
Já Benjamin Netanyahu, de 76 anos, é primeiro-ministro de Israel desde 2022. Atualmente, o premiê está em um conflito contra o Irã ao lado dos EUA devido ao programa nuclear iraniano e ao arsenal de mísseis de Teerã. Segundo a Reuters, ele afirma há décadas que essas armas ameaçam a existência do Estado israelense.
Junto a isso, Netanyahu ainda acusa o Irã de apoiar grupos armados hostis a Israel na região, como o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza, segundo a Associated Press (AP).
Recentemente, Netanyahu declarou que Israel continuará a agir para impedir que o Irã amplie suas capacidades militares. Ele também já declarou apoio a uma mudança de regime em Teerã, pedindo que iranianos se mobilizem contra o governo dos aiatolás, conforme cobriu a Reuters.
Leia também: Irã afirma ter atacado o gabinete de Netanyahu
Reza Pahlavi é o filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi, último xá do Irã, deposto na Revolução de 1979.
Conforme o portal Britannica, o xá governou de 1941 a 1979, período marcado por modernização econômica, mas também por repressão política. Nesse sentido, a polícia secreta Savak, criada durante o reinado do xá, foi acusada de perseguição, prisões arbitrárias e tortura de opositores, conforme citados pela Britannica.
Leia também: Retaliação: após ação militar de Israel e EUA, Irã ataca países do Golfo
Mohammed bin Salman é o príncipe herdeiro, primeiro vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa da Arábia Saudita. Conforme a Reuters, ele tem liderado reformas econômicas no país por meio do plano Vision 2030, com o objetivo de diversificar a economia saudita além do petróleo.
Por fim, a Arábia Saudita, de maioria sunita, mantém rivalidade histórica com o Irã xiita pela influência no Oriente Médio. Em 2017, bin Salman afirmou que não permitiria que o Irã dominasse a região, comparando a autoridade como “Hitler do Oriente Médio”, afirma a Reuters.
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