Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Guerra no Irã: há previsão para fim do conflito? Veja o que se sabe
Publicado 04/03/2026 • 19:47 | Atualizado há 1 hora
Nvidia vai investir valor bilionário em empresas de tecnologia fotônica; entenda
Irã atinge Catar: gás na Europa dispara e favorece exportadoras dos EUA
Gigante petrolífera Saudi Aramco é atingida por drones e fecha refinaria de Ras Tanura
Versant prestes a testar o apetite de Wall Street por TV a cabo em seu primeiro balanço como empresa de capital aberto
Guerra no Oriente Médio faz disparar preço do gás natural e ameaça Europa e Ásia; entenda
Publicado 04/03/2026 • 19:47 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Produção/Times Brasil
Irã x EUA
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã ultrapassou uma semana, com bombardeios intensos sobre Teerã, ataques retaliatórios iranianos no Golfo e impactos imediatos na economia global.
A ofensiva foi ordenada pelo presidente Donald Trump após o impasse nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, sob a justificativa de que haveria risco iminente de ataque por parte de Teerã.
Leia também: Irã não vai negociar com os EUA e está preparado para ‘continuar a guerra’
O conflito se espalhou para o Líbano, afetou rotas estratégicas de energia e levantou dúvidas sobre quanto tempo a campanha militar poderá se estender, segundo divulgado pela Agência Brasil.
A principal pergunta que surge no cenário internacional é até quando a guerra deve continuar. O próprio Trump apresentou estimativas diferentes nos últimos dias.
Em declarações públicas, afirmou que a previsão inicial da Casa Branca era de uma operação entre quatro e cinco semanas, mas ressaltou que o prazo pode ser ampliado se houver necessidade estratégica.
De acordo com a publicação realizada pelo WUSF, Trump afirmou que a campanha teria sido estruturada para durar cerca de duas semanas, embora o cronograma possa ser ajustado conforme a evolução dos alvos militares. A ofensiva estaria avançando mais rapidamente que o esperado em alguns pontos.
Leia também: Bolsas da Ásia fecham em baixa, com tombo recorde de 12% em Seul em meio à guerra
Na prática, não há até o momento um calendário oficial para o encerramento das ações. Autoridades norte-americanas afirmam que o objetivo central é enfraquecer a capacidade militar iraniana, especialmente sua produção de mísseis e sua atuação naval.
Já integrantes do governo israelense admitem que o atual regime iraniano pode sobreviver à guerra no curto prazo, ainda que avaliem um possível enfraquecimento político posterior.
A capital iraniana foi atingida repetidamente ao longo dos últimos dias, alvos estratégicos, incluindo instalações ligadas à infraestrutura estatal e áreas próximas ao aeroporto de Mehrabad, foram bombardeados. Também houve ataques a estruturas associadas ao desenvolvimento nuclear.
Autoridades iranianas informaram que o número de mortos chegou a 787 desde o início da guerra. Entre as vítimas estariam 165 meninas que morreram no primeiro dia de ataques após o bombardeio de uma escola, segundo relatos divulgados pela mídia estatal.
O episódio levou o escritório de direitos humanos da ONU a cobrar investigação internacional.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra países árabes que abrigam bases norte-americanas e anunciou que poderá atingir centros econômicos da região caso seus principais polos sejam atacados novamente. O Estreito de Ormuz foi parcialmente estrangulado, afetando o fluxo global de petróleo e gás.
O conflito provocou forte reação nos mercados. O petróleo bruto registrou alta de 5%, enquanto o preço do gás natural na Europa disparou 40%. Bolsas na Ásia, Europa e Estados Unidos operaram em queda diante do risco de desorganização prolongada no fornecimento de energia.
O transporte marítimo no Golfo foi afetado e o custo de fretamento de petroleiros atingiu níveis recordes, ultrapassando US$ 400 mil por dia. Companhias aéreas também enfrentam cancelamentos e mudanças de rota com o fechamento de importantes hubs no Oriente Médio.
Leia também: Abimaq mostra preocupação com efeito da guerra no abastecimento e nas exportações
A instabilidade econômica amplia a pressão política interna nos Estados Unidos, especialmente em um ano eleitoral. O aumento dos combustíveis é considerado um fator sensível para o eleitorado.
No Líbano, o Hezbollah disparou contra posições israelenses, e Israel respondeu com ataques aéreos no sul do país. Explosões foram registradas em Beirute e autoridades locais relataram dezenas de mortos.
Washington fechou suas embaixadas na Arábia Saudita, no Kuwait e no Líbano, além de orientar a saída de funcionários não essenciais da região. A segurança de instalações diplomáticas foi reforçada após ataques com drones.
Em Israel, sirenes de alerta continuam soando em diversas cidades, e milhões de pessoas buscam abrigo diante dos mísseis iranianos.
Até o momento, não há sinais concretos de negociação aberta entre as partes. As declarações públicas indicam disposição para prolongar as operações caso os objetivos militares não sejam considerados atingidos.
Leia também: Maílson da Nóbrega: “O imponderável está sempre presente em uma guerra”
Assim, embora estimativas iniciais apontem para um período de semanas, a guerra pode se estender por prazo maior, dependendo da batalha e das decisões políticas em Washington, Tel Aviv e Teerã.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Exclusivo: após suspender lançamento no Rio, Keeta promove demissão em massa
2
‘Belline cobrando, paga?’ ‘Claro’: as mensagens que mostram como Vorcaro comprou o Banco Central por dentro
3
Quem é Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central preso no caso Master
4
Bradesco unifica operações de saúde em nova marca e aposta em tecnologia para reduzir custos
5
‘Sicários’ de Vorcaro presos pela PF formavam ‘milícia privada’ e recebiam R$ 1 milhão mensais por monitoramentos, intimidações e ameaças