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EUA e Irã sinalizam avanços em direção à paz, mas mantêm divergências sobre urânio enriquecido e pedágios no Estreito de Ormuz
Publicado 22/05/2026 • 06:51 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 22/05/2026 • 06:51 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Os EUA e o Irã sinalizaram avanços nas conversações para pôr fim à guerra, mas os combatentes continuam em impasse sobre o estoque de urânio enriquecido de Teerã e a cobrança de pedágios no estrategicamente vital Estreito de Ormuz.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quinta-feira que há “bons sinais” de que um acordo para encerrar o conflito está à vista, mas alertou que qualquer tratado nesses moldes seria “inviável” se o Irã insistir em medidas para controlar permanentemente a navegação pelo Estreito de Ormuz.
“Ninguém no mundo é a favor de um sistema de pedágio. Isso não pode acontecer [e] seria inaceitável”, declarou Rubio a jornalistas em Miami, na Flórida.
“Se não conseguirmos um bom acordo, o presidente deixou claro que tem outras opções”, afirmou Rubio, sem dar mais detalhes.
A declaração ocorre logo após o Irã afirmar que a proposta mais recente dos EUA aproximou os dois lados beligerantes de um acordo de paz. A República Islâmica está atualmente em processo de revisão das posições do lado americano, com uma troca contínua de mensagens baseada na estrutura original de 14 pontos apresentada pelo Irã há algumas semanas.
A última proposta submetida pelos EUA “reduziu as divergências até certo ponto”, de acordo com a agência de notícias semioficial iraniana ISNA, que teria reportado que “novas reduções exigem o fim da tentação de guerra por parte de Washington”.
As negociações para encerrar a guerra no Irã mostraram poucos progressos nas últimas semanas, com ambos os lados presos em um cessar-fogo instável, enquanto Teerã bloqueia o Estreito de Ormuz e Washington mantém um bloqueio aos portos iranianos.
Questionado sobre as discussões relatadas entre o Irã e Omã, um aliado dos EUA, a respeito do potencial de os dois países colaborarem na criação de um sistema de pagamento para controlar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a iniciativa. Trump afirmou que seu governo tem “controle total” da via navegável.
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“Queremos que ela fique aberta. Queremos que seja livre. Não queremos pedágios. É internacional. É uma via navegável internacional”, disse o presidente a jornalistas na quinta-feira.
Localizado no golfo entre Omã e o Irã, o Estreito de Ormuz é reconhecido como um dos pontos de estrangulamento de petróleo mais importantes do mundo.
Normalmente, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passam pelo Estreito de Ormuz, mas o tráfego de navegação praticamente parou desde que os ataques liderados por EUA e Israel contra o Irã começaram em 28 de fevereiro.
O presidente dos EUA também se comprometeu a reaver o estoque de urânio enriquecido do Irã.
O tema tem sido um grande obstáculo ao longo das negociações, com Washington pressionando para que Teerã abra mão de seu urânio enriquecido, por temer que ele seja destinado a uma arma nuclear. O Irã tem resistido a tais exigências e afirma que seu estoque é voltado para fins pacíficos.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, emitiu uma diretriz determinando que o urânio em nível quase militar mantido no país não deve ser enviado ao exterior, informou a Reuters na quinta-feira, citando fontes iranianas.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) informou por meio das redes sociais nesta sexta-feira que o grupo de combate do porta-aviões USS Abraham Lincoln estava “mantendo prontidão máxima” no Mar Arábico “enquanto impõe o bloqueio contra os portos iranianos”.
O chefe do Estado-Maior do Exército do Paquistão, Asim Munir, viajou à capital do Irã na quinta-feira como parte das negociações de mediação em andamento entre Washington e Teerã, segundo a agência de notícias iraniana ISNA.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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