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Conflito no Oriente Médio

Novo ataque no Estreito de Ormuz atinge navio de estatal dos Emirados Árabes

Publicado 15/08/2026 • 08:40 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • Embarcação da ADNOC foi atacada enquanto atravessava o Estreito de Ormuz na noite de sexta-feira (14), sem registro de feridos.
  • Episódio amplia sequência de ataques contra navios ligados à estatal dos Emirados Árabes Unidos na estratégica rota de energia.
  • Abu Dhabi afirmou que ataques não mudarão sua política e defendeu posição conjunta dos países do Golfo diante da crise.

Navio petrolífero da estatal dos Emirados Árabes Unidos ADNOC

A petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos ADNOC informou neste sábado (15) que uma de suas embarcações foi atacada enquanto atravessava o Estreito de Ormuz, em mais um episódio de violência na rota marítima que se tornou um dos principais focos do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Desde o início da guerra, em fevereiro, Teerã mantém um bloqueio de fato do estreito, uma passagem estratégica para o transporte mundial de energia, e realiza ataques contra embarcações comerciais.

O Irã também afirmou que pretende cobrar pela passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, proposta que enfrenta forte oposição de Washington.

Segundo a agência oficial de notícias WAM, a Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) “confirmou que uma de suas embarcações foi atacada enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz na noite de sexta-feira, 14 de agosto”. Não houve registro de feridos.

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Em comunicado, a companhia ressaltou a importância da proteção dos trabalhadores marítimos e defendeu a preservação da liberdade de navegação e da segurança marítima.

Emirados defendem liberdade de navegação

Após o ataque, o conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, afirmou que o país defenderá seus “direitos à liberdade de navegação” no Estreito de Ormuz.

Segundo Gargash, a sucessão de episódios envolvendo embarcações da companhia não fará o país alterar sua estratégia diante da crise.

“Os repetidos ataques contra petroleiros da ADNOC não impedirão os Emirados Árabes Unidos de seguir uma política equilibrada e prudente, baseada nos três pilares da dissuasão, diplomacia e respeito ao direito internacional”, escreveu o conselheiro em uma publicação no X.

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Gargash também defendeu uma resposta coordenada entre os países da região. “Faremos todos os esforços para fortalecer uma posição unificada do Golfo, já que ela é um pilar fundamental para proteger a segurança da região e os interesses de seus Estados-membros nesta crise em curso”, acrescentou.

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O anúncio deste sábado ocorre um dia depois de os Emirados Árabes Unidos acusarem o Irã de atacar duas embarcações ligadas à ADNOC enquanto elas atravessavam o estreito.

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados condenou o que classificou como um “ataque iraniano hostil” contra os navios e informou que não houve feridos.

Ataques contra petroleiros se acumulam

Na semana passada, a ADNOC já havia informado que três de seus petroleiros foram atacados na hidrovia. Um dia depois, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados anunciou separadamente outro ataque contra uma embarcação da estatal.

A continuidade das ofensivas no Estreito de Ormuz, cuja navegação era livre antes do início da guerra no Oriente Médio, levou ao colapso do cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã em abril.

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Em junho, um novo acordo foi alcançado com o objetivo de servir como ponto de partida para negociações sobre uma solução permanente para o conflito.

O entendimento previa que Irã e Omã, países que fazem fronteira com o estreito, discutiriam os futuros termos para a navegação pela passagem marítima em conjunto com outros países do Golfo e “de acordo com o direito internacional aplicável”.

Irã estabelece condições para reabrir estreito

Na semana passada, o dirigente iraniano Mohammad Bagher Zolghadr apresentou uma série de condições para que o Estreito de Ormuz seja totalmente reaberto.

Entre as exigências estão o fim do que Zolghadr classificou como guerra contra o Irã e seus aliados regionais, a retirada das sanções impostas ao país e o pagamento de indenizações pelos danos provocados durante o conflito.

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