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Irã diz que não teme ameaças de Trump e manterá controle sobre Ormuz
Publicado 14/08/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/08/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido afirmou que um navio-tanque foi atingido por um projétil desconhecido.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, rebateu nesta sexta-feira (14) as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz. Segundo o iraniano, a via marítima “sempre será iraniana”.
Mais cedo, Trump afirmou que pretende transformar o Estreito de Ormuz em um “território americano” após o fim da guerra no Oriente Médio.
“O Estreito de Ormuz não pode ser tomado nem com um tuíte, nem com um porta-aviões, nem com a emissão de um decreto e nem com um discurso de campanha eleitoral. O Irã não teme ameaças e não se intimida com demonstrações de força”, escreveu Gharibabadi no X.
O vice-ministro afirmou ainda que o controle da rota permanece com Teerã e que a abertura do estreito dependerá de uma decisão iraniana.
“Os EUA deviam aceitar de uma vez por todas a realidade: até agora, vocês sofreram derrotas estratégicas e pesadas”, afirmou. “Enquanto não aceitarem isso e abandonarem ilusões, o Irã continuará a impor o cerco em Ormuz.”
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o governo ainda não decidiu se retomará as negociações com os Estados Unidos, segundo a agência iraniana ISNA.
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Siga o Times | CNBCAraghchi também negou que exista um cessar-fogo de 60 dias que precise ser renovado. Segundo ele, o memorando firmado em Islamabad representava um passo para um acordo destinado a encerrar a guerra, e não um cessar-fogo temporário.
“Os EUA violaram este memorando e os confrontos recomeçaram. Portanto, não há cessar-fogo a ser prolongado”, afirmou, de acordo com a ISNA.
O chanceler disse que o Irã mantém contatos com mediadores do Catar e do Paquistão em busca de um “novo caminho” para as negociações com Washington. Ressaltou, porém, que essas conversas “de forma alguma” significam que negociações estejam em andamento.
Mais cedo, uma autoridade americana afirmou ao Politico que Washington considera a situação entre os dois países “estagnada” e espera que Teerã retorne à mesa de negociações e aceite um acordo.
“Até o momento, eles não fizeram isso”, disse a fonte.
Segundo a autoridade, o cessar-fogo de aproximadamente um mês deve expirar na segunda-feira caso não seja renovado.
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