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Os EUA teriam armas suficientes para um confronto prolongado com o Irã?
Publicado 04/03/2026 • 16:19 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/03/2026 • 16:19 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Navy/U.S Department of War.
Armamento dos EUA contra o Irã pode ser insuficiente em breve, diz Pentágono
Os EUA podem não conseguir continuar a atacar o Irã por muito tempo. Rumores de vazamentos no Pentágono sugerem que o estoque de mísseis vai se esgotar caso os ataques continuem por mais 10 dias. Os Estados Unidos e Israel atacaram o território iraniano no último sábado (28).
Nesse sentido, Donald Trump foi avisado pelo Pentágono – sede do Departamento de Defesa dos EUA – dos riscos de uma guerra prolongada contra o Irã, segundo o jornal árabe Al Jazeera.
Em relatório, o órgão americano ressaltou que o custo de reabastecer os estoques de munição é elevado e a quantidade é cada vez menor. Nesse contexto, Trump teria afirmado que os Estados Unidos têm armamento suficiente para continuar.
“Os estoques de munições dos Estados Unidos, em nível médio e médio-superior, nunca estiveram tão altos ou melhores – como me foi dito hoje, temos um suprimento praticamente ilimitado dessas armas. Guerras podem ser travadas ‘para sempre’, e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, na terça-feira (3).
Inicialmente, o presidente dos EUA afirmou que o conflito armado duraria entre 4 e 5 semanas. Agora, especialistas já consideram a possibilidade de uma guerra um pouco mais prolongada.
Em paralelo, analistas do jornal Al Jazeera sugerem que o arsenal pode estar em nível muito baixo até o final desse prazo. Dentro disso, o mais provável é que os EUA vejam redução dos mísseis interceptores – considerados essenciais para vencer o Irã.
Mas, afinal, quais são as armas que os EUA estão usando contra o Irã?
De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), mais de 20 sistemas de armas foram utilizados nos ataques contra o Irã. Em geral, o arsenal conta com equipamentos das forças aéreas, navais e terrestres, além da defesa antimíssil, como:
Leia também: EUA x Irã: quais são as armas utilizadas pelos países em guerra no Oriente Médio
Segundo o The Washington Post, os EUA podem não conseguir conter uma possível retaliação do Irã, devido à falta de munições essenciais e apoio dos aliados regionais. Nesse sentido, conforme o relatório do Pentágono, o estoque dos EUA carece de sistemas de defesa antimíssil – elemento muito utilizado por seus aliados, como Israel e Ucrânia.
No caso de Israel, o país recebeu dos EUA, em 2025, o THAAD, um sistema avançado de defesa antimíssil. Entretanto, a guerra de 12 dias com o Irã no ano passado exigiu cerca de 25% do total de mísseis. Essa mesma guerra também deixou os Estados Unidos sem muitos mísseis interceptores.
Logo, neste ano, caso a guerra com o Irã se estenda, os EUA podem ficar sem o:
Ademais, segundo Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, o Irã é capaz de produzir mais armas ofensivas do que os Estados Unidos e seus aliados conseguem construir para detê-las.
“Eles estão produzindo, segundo algumas estimativas, mais de 100 desses mísseis por mês. Compare isso com os seis ou sete interceptores que podem ser construídos por mês. Eles conseguem construir 100 desses por mês, sem mencionar os milhares de drones de ataque unidirecional que também possuem. Eles vêm fazendo isso há muito tempo. E, aliás, vêm fazendo isso sob sanções”, disse Rubio.
Leia também: EUA x Irã: 5 pontos para entender o confronto entre os dois países
Em geral, os desafios armamentistas dos EUA nesse momento incluem erros de cálculo na campanha – com incidentes que resultaram em abatimentos de jatos. Além disso, há ainda a falta de estoque de mísseis cuja alta complexidade dificulta a fabricação no tempo necessário.
Agora, a solução será fabricar mais armas em tempo recorde ou transferir o estoque atual para outras bases militares.
Por fim, atacar o Irã tem exigido valores altos dos EUA. Até o momento, o país norte-americano gastou mais de US$ 630 milhões em preparação ao ataque e US$ 779 milhões nas primeiras 24 horas da guerra. A informação é da agência de notícias Anadolu.
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