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Petróleo despenca após sinais de acordo entre EUA e Irã reduzirem temor sobre oferta global
Publicado 25/05/2026 • 15:38 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/05/2026 • 15:38 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O mercado internacional de petróleo registrou nesta segunda-feira (25) uma forte liquidação de contratos após investidores passarem a apostar em uma possível redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, cenário que pode levar à reabertura do Estreito de Ormuz e aliviar riscos sobre a oferta global da commodity. O movimento derrubou os preços e reduziu parte do prêmio de risco incorporado nas últimas semanas.
O petróleo Brent negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, encerrou o dia com queda de 6,78%, recuando US$ 6,79 (R$ 34,09), para US$ 93,42 (R$ 468,97) por barril. Mais cedo, o contrato chegou a operar acima de US$ 100 (R$ 502,00), mas perdeu força rapidamente diante do avanço do otimismo geopolítico e da desmontagem de posições defensivas por parte dos investidores.
Já o WTI para julho, negociado eletronicamente na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuava 6,70%, cotado a US$ 90,13 (R$ 452,45) por barril no meio da tarde. O contrato voltou a operar abaixo de US$ 90 (R$ 451,80) pela primeira vez desde o início de maio, ampliando o movimento de correção após semanas de forte volatilidade.
O movimento de venda ganhou intensidade após o presidente Donald Trump afirmar que as negociações com Teerã “estão avançando muito bem” e defender um acordo “grande e significativo” para encerrar a guerra no Oriente Médio. As declarações aumentaram a percepção de que um entendimento diplomático pode reduzir os riscos para a oferta global de petróleo.
Mais cedo, um funcionário do governo americano havia indicado que existe um entendimento preliminar envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável pela passagem de aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A perspectiva de normalização do fluxo marítimo pressionou ainda mais as cotações internacionais.
A sessão também foi marcada por liquidez reduzida devido ao feriado do Memorial Day nos EUA e ao feriado bancário no Reino Unido, fator que ampliou os movimentos de volatilidade ao longo do pregão.
Apesar da forte correção nos preços, analistas avaliam que o petróleo ainda embute um prêmio geopolítico relevante, já que o conflito segue sem solução definitiva e o tráfego marítimo na região ainda não foi totalmente normalizado. O mercado também monitora possíveis impactos sobre estoques e produção no Oriente Médio.
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Siga o Times | CNBCA chefe de política e risco geopolítico da Kpler, Michelle Brouhard, afirmou que o espaço para novas quedas continua limitado enquanto houver incertezas sobre a retomada plena do transporte marítimo e da produção regional. Segundo ela, o mercado ainda trabalha com um cenário de cautela estrutural.
Na avaliação da especialista, um eventual acordo poderia levar o Brent para uma faixa entre US$ 85 (R$ 426,70) e US$ 90 (R$ 451,80) por barril, mas dificilmente abaixo de US$ 80 (R$ 401,60) devido às perdas acumuladas de estoques e interrupções na oferta energética da região.
Analistas do ING ressaltaram que os investidores continuam operando com cautela após a reação inicial às manchetes envolvendo as negociações entre Washington e Teerã. O banco destacou que o mercado ainda lembra do histórico de fracassos diplomáticos entre os dois países.
Segundo o ING, tentativas anteriores de acordo acabaram não prosperando, o que mantém parte dos agentes financeiros em posição defensiva mesmo após a queda expressiva desta segunda-feira.
O próprio Irã afirmou que um entendimento nuclear mais amplo com os Estados Unidos só deverá ocorrer após um eventual acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, sinalizando que as negociações continuam cercadas por incertezas políticas e militares.
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