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Plano de liberação recorde de petróleo indica que guerra no Oriente Médio pode durar meses
Publicado 12/03/2026 • 06:46 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/03/2026 • 06:46 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto por JULIEN DE ROSA / AFP
Uma pessoa aponta para uma página do site Marinetraffic que mostra o tráfego de barcos comerciais na orla do Estreito de Ormuz, perto da costa iraniana, em Paris, em 4 de março de 2026.
Planos para liberar o maior volume emergencial de petróleo da história estão enviando um sinal claro: os mercados de energia estão se preparando para um conflito no Oriente Médio que pode durar muito mais tempo do que o inicialmente esperado.
A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) informou na quarta-feira que seus 32 países-membros vão liberar 400 milhões de barris de petróleo bruto de reservas estratégicas — a maior retirada coordenada desde que a agência foi criada, em 1974, após a crise do petróleo ocorrida no ano anterior.
Os Estados Unidos disseram separadamente que vão liberar 172 milhões de barris de sua Reserva Estratégica de Petróleo como parte do esforço coordenado.
Leia também: Por que o Japão decidiu liberar petróleo antes mesmo da AIE? Entenda
Ainda assim, os preços do petróleo continuaram subindo mesmo após o anúncio, o que reforça o ceticismo de traders de que as medidas possam compensar rapidamente o enorme choque de oferta provocado pela guerra e pelas interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo avançaram mais de 8%, com o Brent — referência global — atingindo US$ 100 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu 8,8%, para US$ 95 por barril.
“O grau da ação da IEA está sendo interpretado por alguns participantes do mercado de petróleo como um indicativo de que o conflito pode continuar por muitas semanas”, afirmou Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates.
Lipow também observou que o conflito praticamente interrompeu uma parcela significativa dos fluxos globais de energia.
Cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto e derivados transitam diariamente pelo Estreito de Ormuz — o equivalente a aproximadamente 20% do consumo global de petróleo.
Leia também: Bolsas da Ásia fecham em baixa com força persistente do petróleo em meio à guerra
Mesmo com a liberação emergencial de grande escala, analistas afirmam que as reservas estratégicas conseguem cobrir apenas uma fração da perda de oferta caso o conflito se prolongue.
“Os traders agora estão fazendo as contas e percebem que as liberações da IEA, na melhor das hipóteses, conseguem compensar apenas uma parte da perda líquida de cerca de 15 milhões de barris por dia de petróleo bruto e produtos refinados, causada pela paralisação contínua da maior parte do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz”, disse Bob McNally, presidente do Rapidan Energy Group.
Segundo ele, os preços do petróleo devem continuar subindo até que ocorra um cessar-fogo ou que as capacidades de ataque do Irã sejam significativamente degradadas, permitindo a retomada do tráfego de petroleiros.
A escala da liberação de petróleo destaca o quão seriamente os formuladores de políticas estão tratando o risco de escassez de petróleo, afirmou Saul Kavonic, da MST Marquee.
“A decisão da IEA também sinaliza quão agudo é o risco de escassez de petróleo, sugerindo que a agência não acredita que a guerra deva terminar tão cedo.”
Como essas reservas precisarão ser repostas no futuro, a medida também pode indicar preços mais altos do petróleo mesmo após o fim do conflito, acrescentou Kavonic.
Alguns analistas também acreditam que os mercados ainda podem estar subestimando a possível dimensão e duração da crise, mesmo após as recentes altas de preços.
“Nossa expectativa de que essa crise possa durar meses, em vez de semanas, provavelmente significa que os mercados estão subestimando a magnitude da disrupção nos mercados globais de energia”, afirmou Vivek Dhar, diretor de pesquisa de commodities de mineração e energia do Commonwealth Bank of Australia.
Leia também: G7 se aproxima de recorrer a reservas de petróleo para enfrentar alta de preços
Caso surjam escassezes físicas de petróleo, Dhar afirmou que os preços podem precisar subir de forma acentuada para reduzir a demanda, especialmente nas economias em desenvolvimento.
“O petróleo Brent pode avançar para algo entre US$ 120 e US$ 150 por barril para forçar destruição de demanda entre economias em desenvolvimento quando os déficits físicos se tornarem evidentes”, disse. Ele acrescentou que os preços podem subir ainda mais caso economias avançadas precisem definir o nível de preço necessário para provocar essa redução de demanda.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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