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Onde a gasolina ficou mais cara após a guerra com o Irã? Veja os países mais afetados
Publicado 11/03/2026 • 20:14 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 11/03/2026 • 20:14 | Atualizado há 1 mês
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Foto: Freepik
Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Durante os conflitos recentes no Oriente Médio entre Irã, Estados Unidos e Israel, um dos bombardeios americanos matou o Líder Supremo iraniano Ali Khamenei, aiatolá que comandou o país por mais de três décadas. Entretanto, a guerra entre os países também está afetando a economia de outras nações que não possuem envolvimento direto e sofrem com o aumento no preço da gasolina.
Isso se dá pela interrupção do abastecimento global de petróleo e outros materiais, como gás natural e até fertilizantes. O destaque vai para o material utilizado para a fabricação de gasolina, que sofreu cortes no fluxo de entregas, o que ocasionou o crescimento dos preços do combustível.
Entre os motivos, o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota marítima de entrega do petróleo, está influenciando o mercado de combustíveis e abastecimento de energia. O bloqueio da passagem aconteceu após as forças armadas iranianas ameaçarem ataques a cargueiros que mantivessem a rota ativa.
Leia também: O que são reservas estratégicas de petróleo e por que países mantêm bilhões de barris guardados
Entre os países que registraram as maiores altas nos preços dos combustíveis, o Vietnã apresentou o maior salto percentual no valor da gasolina, com aumento próximo de 50%, passando de cerca de US$ 0,75 por litro para aproximadamente US$ 1,13 em poucos dias após o início da guerra.
Confira os dez países com maior crescimento no valor da gasolina:
| PAÍS | PREÇO EM FEVEREIRO | PREÇO EM MARÇO | CRESCIMENTO (%) |
| Vietnã | $0.75 | $1.13 | 49,73% |
| Laos | $1.34 | $1.78 | 32,94% |
| Camboja | $1.11 | $1.32 | 19,03% |
| Australia | $1.11 | $1.31 | 18,23% |
| Estados Unidos | $0.87 | $1.01 | 16,55% |
| Alemanha | $2.08 | $2.36 | 13,3% |
| Seychelles | $1.34 | $1.52 | 13,04% |
| Guatemala | $1.04 | $1.17 | 12,9% |
| LÍbano | $0.91 | $1.02 | 12,25% |
| Nigeria | $0.59 | $0.66 | 11,78% |
Segundo especialistas citados na análise do Al Jazeera, países asiáticos tendem a sentir os efeitos da crise energética de forma mais intensa. Isso ocorre porque muitas economias da região dependem fortemente do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz, rota bloqueada e importante para a entrega global de energia.
Com o conflito, o fluxo de petróleo na região foi afetado, o que gerou preocupação entre governos e empresas. Nações como Japão e Coreia do Sul estão entre as mais vulneráveis, já que grande parte de seu petróleo importado vem justamente do Golfo Pérsico.
Nesta quarta-feira (11), a Agência Internacional de Energia concordou com a liberação de 400 milhões de barris de petróleo que fazem parte das reservas energéticas. Entre os países, o Japão foi um dos primeiros países asiáticos a indicar o envio do material.
Como citado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que o país deve realizar o movimento já na próxima semana.
Leia também: Liberação de 400 milhões de barris pela AIE não vai afetar o Brasil a curto prazo, afirma especialista
O aumento no preço do petróleo não impacta apenas o custo dos combustíveis. Como a energia está presente em praticamente todas as cadeias produtivas, a elevação do petróleo pode pressionar preços de alimentos, transporte e produtos industriais.
Com isso, as movimentações internacionais para minimizar os impactos da falta de abastecimento do petróleo devem se intensificar nas próximas semanas. Apesar das ameaças e do bloqueio de Ormuz por parte do Irã, o presidente americano Donald Trump incentivou que navios cargueiros sigam a rota normalmente.
De acordo com o republicano, as forças de ataque iranianas seguem enfraquecidas após os ataques dos Estados Unidos, e os navios que carregam o material que dá origem à gasolina podem seguir tranquilamente. Até o momento, essa movimentação não aconteceu.
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