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Trump devolve proposta do Irã com mais exigências e prolonga negociações
Publicado 01/06/2026 • 08:23 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 01/06/2026 • 08:23 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Molly Riley / Casa Branca / Flickr
Imagem de arquivo - O presidente Donald Trump concede uma entrevista coletiva com a procuradora-geral Pam Bondi e o procurador-geral adjunto Todd Blanche na sala de imprensa James S. Brady na sexta-feira, 27 de junho de 2025.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devolveu ao Irã a proposta de acordo que vinha sendo negociada entre os dois países, exigindo alterações em pontos considerados centrais pela Casa Branca, o que prolonga ainda mais o diálogo.
Segundo três autoridades, citadas pelo New York Times, as alterações têm como objetivo acelerar o processo, pressionando o Irã a aceitar condições mais vantajosas aos EUA. Os detalhes das alterações não foram divulgados.
Leia também: EUA e Irã trocam ataques enquanto negociações de paz estagnam
A maior preocupação de Trump é com o descongelamento de fundos para os iranianos. Ele sempre foi crítico de Barack Obama por ter feito o mesmo no acordo de 2015, que foi assinado para conter o programa nuclear do Irã.
O presidente também tem se frustrado com o tempo que o Irã tem levado para responder às propostas dos EUA. Uma das autoridades americanas disse que o acordo deve agora ser analisado pelo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Na sexta-feira, Trump se reuniu por duas horas na Casa Branca com seus principais assessores para discutir um fim para a guerra, mas deixou a reunião sem fazer nenhum anúncio – embora ele venha repetidamente dizendo que está próximo de um acerto.
O acordo encerraria a campanha militar de EUA e Israel contra o Irã em troca de os iranianos levantarem seu bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via crucial para transporte de petróleo e gás. O estreito estava aberto antes da guerra, que começou em 28 de fevereiro.
As negociações com o Irã estão sendo marcadas por divergências importantes. Trump exige assumir o controle do estoque iraniano de urânio enriquecido. O regime iraniano defende que o processo de negociação não inclui discussões sobre seu programa nuclear.
Leia também: Exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz podem nunca voltar aos níveis pré-guerra com o Irã
Os EUA também querem que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação, sem cobrança de pedágio ou qualquer tarifa – o que o Irã vem fazendo desde que a guerra começou. Outras exigências americanas incluem o fim do apoio às milícias que operam no Oriente Médio com apoio iraniano: Hezbollah, Hamas, os houthis e os grupos armados xiitas iraquianos.
Trump está em uma encruzilhada. Se aceitar um acordo ruim, corre o risco de ser criticado pela própria base republicana. Se mantiver as hostilidades, com o Estreito de Ormuz fechado, os preços dos combustíveis tendem a seguir aumentando, o que afeta sua popularidade entre os eleitores.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (1º), que o “Irã realmente quer fazer um acordo, e será um bom acordo para os EUA e aqueles que estão conosco”. A declaração foi publicada na rede Truth Social horas após o Comando Central do Exército americano revelar ter conduzido ataques contra a infraestrutura militar iraniana durante o fim de semana.
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Seguir no GoogleO líder americano também atacou a oposição e membros não alinhados do Partido Republicano por causa da pressões que recebe relacionadas ao conflito.
Leia também: Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos
“Os ‘dumocrats’ (uma forma pejorativa com a qual se refere aos democratas e vários republicanos aparentemente antipatrióticos) não entendem que é MUITO mais difícil para mim fazer meu trabalho direito e negociar quando figurões políticos ficam “chilreando” negativamente, em níveis nunca vistos antes, repetidas vezes, dizendo que eu deveria ir mais rápido, ou mais devagar, ou ir à guerra, ou não ir à guerra, ou seja lá o que for”, escreveu Trump. “Apenas sentem-se, relaxem; no fim, tudo vai dar certo – sempre dá!”
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