Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz podem nunca voltar aos níveis pré-guerra com o Irã
Publicado 31/05/2026 • 08:50 | Atualizado há 2 semanas
Oracle supera expectativas, mas ações caem após plano de captar mais US$ 20 bilhões
Wall Street precisará aprender a economia dos tokens antes dos IPOs de IA; SpaceX oferece prévia
SoftBank despenca mais de 8% enquanto ações de tecnologia da Ásia caem, acompanhando perdas de Wall Street
Meta fecha acordo para data center de IA na Índia enquanto amplia infraestrutura global
Índices futuros do Dow Jones caem 400 pontos após Trump afirmar que o Irã demorou demais nas negociações
Publicado 31/05/2026 • 08:50 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: Freepik
O mercado global de petróleo enfrenta uma nova realidade após a guerra contra o Irã: as exportações pelo Estreito de Ormuz dificilmente retornarão aos patamares considerados normais antes do conflito. Armadores agora precisam avaliar o risco de novos combates no volátil Golfo Pérsico.
Navios comerciais ocidentais tendem a evitar a travessia se o estreito permanecer sob controle de fato do Irã, especialmente diante da necessidade de coordenação com a Guarda Revolucionária — o que poderia implicar em violações às sanções dos EUA.
A importância estratégica de Ormuz para o mercado energético mundial torna o cenário imprevisível. Até fevereiro, quando Teerã bloqueou a passagem em resposta à ofensiva lançada por EUA e Israel, a liberdade de navegação nunca havia sido seriamente desafiada. O bloqueio provocou a maior interrupção de fornecimento de petróleo da história, pressionando Washington a buscar um acordo.
Segundo Amos Hochstein, ex-assessor de energia e segurança nacional de Joe Biden, líderes do Oriente Médio acreditam que o Irã já consolidou o controle sobre Ormuz. “Não importa o que o acordo diga, todos na região acreditam que os iranianos controlarão o estreito no futuro próximo”, afirmou à CNBC.
Helima Croft, estrategista-chefe de commodities do RBC Capital Markets, avalia que qualquer solução que mantenha o Irã com influência operacional sobre Ormuz resultará em fluxos significativamente menores. Richard Meade, editor-chefe da Lloyd’s List, projeta que o tráfego pode cair para 60% a 70% dos volumes pré-guerra, com navios ligados à China circulando livremente, enquanto embarcações ocidentais dependeriam de acordos bilaterais com Teerã. “Isso não gera uma recessão imediata, mas impede a recuperação pré-guerra”, disse Meade. “O resultado é um estreito permanentemente dividido, onde o acesso depende de alinhamento político, não da liberdade de navegação.”
A experiência recente no Mar Vermelho ilustra como instabilidade geopolítica pode prolongar a disrupção em rotas estratégicas. Desde novembro de 2023, militantes houthis aliados ao Irã atacaram navios comerciais em resposta à guerra em Gaza. O tráfego pelo Bab el-Mandeb caiu de 75 embarcações diárias para apenas 31 em janeiro de 2024 e, mais de dois anos depois, ainda não voltou ao normal.
Analistas destacam que não é necessário um grande poder naval para causar impacto em pontos de estrangulamento marítimos. Mesmo sem novos ataques recentes, o tráfego não se recuperou, refletindo a persistência da insegurança.
Diferente do Mar Vermelho, Ormuz não possui rotas alternativas equivalentes. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial passava pelo estreito. Embora Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tenham ampliado o uso de oleodutos para o Mar Vermelho e o Golfo de Omã, a capacidade não compensa totalmente a perda.
O gás natural liquefeito, fertilizantes e outras commodities dependem da logística marítima de Ormuz. Exportadores buscam alternativas, como o novo oleoduto dos Emirados previsto para 2027. Para o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o bloqueio iraniano é uma “carta que só pode ser jogada uma vez”, já que novos corredores energéticos reduzirão a dependência do estreito.
Mesmo que um cessar-fogo seja mantido, especialistas alertam que a retomada plena do tráfego levará tempo, devido a riscos como minas marítimas e a possibilidade de retomada da guerra caso não haja solução definitiva para o programa nuclear e de mísseis iranianos. Armadores terão de decidir se aceitam operar em um ambiente de risco permanente ou se buscam alternativas limitadas.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleOrmuz, portanto, permanece como o maior ponto de tensão do comércio energético global – um gargalo estratégico que pode redefinir o equilíbrio do mercado por anos.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Anthropic lança o Claude Fable 5, sua inteligência artificial mais poderosa
2
Qual a probabilidade de ganhar na Quina de São João? Entenda as chances do concurso milionário
3
Naskar troca de dono pela segunda vez, app segue fora do ar e investidores sem o dinheiro
4
iFood expõe milhões de brasileiros a golpistas e omite fato das autoridades de proteção de dados
5
Quina de São João 2026 pode pagar o maior prêmio da história da modalidade; veja