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Cúpula da OTAN testa convergência entre aliados em meio a nova escalada da guerra na Ucrânia
Publicado 07/07/2026 • 19:50 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/07/2026 • 19:50 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) começou nesta terça-feira, na Turquia, em meio a uma nova escalada da guerra na Ucrânia e à pressão renovada dos Estados Unidos para que os aliados ampliem os investimentos em defesa.
No centro das discussões estão também os impactos sobre a segurança global, o mercado de energia e o ambiente de negócios internacional. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Alexandre Uerrara, coordenador do curso de Relações Internacionais da ESPM, analisou os principais pontos em jogo no encontro.
Segundo o especialista, um dos grandes desafios da cúpula é verificar se a aliança consegue, mais uma vez, alcançar convergência entre os membros. Um ponto considerado sensível desde o início da nova era Trump na presidência americana.
Uerrara lembrou que as divergências entre o presidente americano e os rumos da OTAN não são novidade. No primeiro mandato de Donald Trump, o próprio presidente francês Emmanuel Macron chegou a declarar publicamente que a aliança “caminhava para seu fim”.
Com a invasão da Ucrânia, no entanto, o cenário ganhou novos contornos, unindo os países europeus em torno de uma expectativa comum sobre como os Estados Unidos vão se posicionar daqui para frente dentro do acordo.
Questionado sobre a pressão renovada por aumento dos gastos militares, o especialista explicou que essa cobrança não se limita à OTAN, mas se estende a outros parceiros estratégicos dos Estados Unidos, sempre com o objetivo de reduzir os custos assumidos por Washington.
Leia mais: Aliados da OTAN concordam em aumentar gastos de defesa para 5% do PIB
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Siga o Times | CNBCSegundo Uerrara, alguns países já atingiram essa meta antecipadamente. “A Polônia, por exemplo, que se sente ameaçada ali pela Rússia, já chegou a esse patamar de 5% do PIB”, exemplificou.
Para o especialista, ao mesmo tempo em que a OTAN se fortalece como aliança, os países-membros — com exceção dos Estados Unidos — passam a ganhar maior independência estratégica.
Segundo ele, essa autonomia crescente reflete uma desconfiança latente entre os aliados europeus sobre “o quanto podem confiar nos Estados Unidos no momento de conflito, de ameaça à sua segurança”.
Ao ser questionado sobre os possíveis efeitos de um eventual reforço no apoio à Ucrânia sobre os mercados e os preços de energia, o especialista destacou a ambiguidade da postura americana atual.
Segundo ele, Trump “flerta entre aproximações e distanciamentos em relação à Rússia”, alternando declarações de apoio à Ucrânia com momentos de recuo, o que torna “muito difícil saber claramente qual é a posição norte-americana” no momento.
Já do lado europeu, o especialista afirma que a preocupação é mais consistente e que o aumento nos investimentos em defesa é uma resposta direta à ameaça russa.
“Temem que uma derrota ou um avanço da Rússia possa ameaçar a segurança de outros países europeus. Então, de fato, esses investimentos não dizem respeito somente à pressão norte-americana”
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