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Por que o arroz brasileiro é importante para comunidades de imigrantes nos Estados Unidos?
Publicado 07/07/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/07/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Por que o arroz brasileiro é importante para comunidades de imigrantes nos Estados Unidos?
Os Estados Unidos avaliam aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida colocou o arroz entre os setores que buscam apresentar seus argumentos durante as audiências públicas conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).
Embora o arroz brasileiro não tenha participação como commodity de massa no mercado norte-americano. A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) afirma que o produto atende nichos culinários específicos. Além disso, abastece comunidades de diáspora em estados densamente povoados, como Flórida, Nova York e Nova Jersey.
Nesse cenário, a entidade argumenta que uma eventual taxação poderia afetar pequenos comércios e restaurantes regionais dessas localidades. Esses estabelecimentos dependem do fornecimento de produtos voltados a mercados específicos.
Leia também: Agro brasileiro unifica discurso contra tarifaço dos EUA e destaca impacto na inflação
Segundo a Abiarroz, o produto nacional não disputa espaço com grandes volumes do consumo de arroz nos Estados Unidos. Em vez disso, ele ocupa uma posição voltada a segmentos específicos do mercado, principalmente ligados a comunidades de imigrantes e estabelecimentos que oferecem culinárias regionais.
Por isso, a entidade defende que a aplicação de uma tarifa de 25% teria impacto mais concentrado nesses pequenos negócios, aumentando os custos para comerciantes e restaurantes que utilizam o arroz brasileiro em suas operações.
Além disso, o setor agropecuário brasileiro afirma que novas barreiras comerciais podem gerar efeitos para os consumidores americanos, com possível redução de acesso a determinados produtos e pressão sobre preços.
A defesa do arroz faz parte de uma mobilização mais ampla do agronegócio brasileiro contra o chamado tarifaço dos Estados Unidos. Representantes da agricultura, pecuária e do setor sucroalcooleiro afirmam que a medida pode prejudicar a relação comercial entre os dois países.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com as entidades brasileiras, a relação entre Brasil e Estados Unidos é marcada por uma forte interdependência. Os dados apresentados ao USTR mostram que o comércio agrícola já é favorável aos americanos.
Em 2025, os Estados Unidos exportaram mais de US$ 49,7 bilhões em produtos agrícolas para o Brasil, enquanto o país enviou US$ 42,3 bilhões em produtos do agronegócio para o mercado norte-americano.
Leia também: Setor privado tenta evitar escalada tarifária de 25%; audiência começa nos EUA
A discussão sobre o arroz brasileiro acontece durante a análise da proposta do governo de Donald Trump de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros.
As audiências públicas conduzidas pelo USTR fazem parte desse processo, e o prazo legal para a decisão final do órgão termina em 15 de julho.
Diante desse cenário, entidades do agronegócio brasileiro buscam mostrar que determinados produtos, como o arroz, possuem funções específicas dentro do mercado americano e atendem consumidores e negócios que dependem desse fornecimento.
Assim, para a Abiarroz, a possível sobretaxa não afetaria apenas o comércio entre Brasil e Estados Unidos, mas também pequenos estabelecimentos e comunidades de diáspora que encontram no arroz brasileiro uma opção de abastecimento.
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