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Desemprego no Reino Unido atinge maior nível desde a pandemia

Publicado 17/02/2026 • 13:40 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Desemprego sobe para 5,2% no Reino Unido, maior nível em cinco anos, com aumento expressivo entre jovens (16,1%).
  • Crescimento dos salários desacelera, aproximando-se do patamar considerado compatível com a meta de inflação de 2% do Banco da Inglaterra.
  • Mercado amplia apostas em corte de juros já em março, diante do enfraquecimento do mercado de trabalho e inflação em queda.

Vista de Londres

Unsplash

A taxa de desemprego no Reino Unido subiu para 5,2% no último trimestre de 2025, o maior nível desde a pandemia. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (17) pelo Office for National Statistics (ONS). No trimestre anterior, o índice ficou em 5,1%.

O aumento ocorre em meio à desaceleração do crescimento salarial, o que aumenta a expectativa de que o Banco da Inglaterra pode cortar os juros já na próxima reunião, em março.

O desemprego entre jovens avançou para 16,1%, o maior nível em mais de uma década, incluindo o período da pandemia. Economistas relacionam essa alta ao aumento dos custos da folha de pagamento, que tem desestimulado contratações para cargos de entrada.

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Mercado aposta em corte de juros

O Banco da Inglaterra monitora de perto o enfraquecimento do mercado de trabalho para decidir quando reduzir sua taxa básica. Atualmente, os juros estão em 3,75%.

Parte do mercado já precifica um corte de 0,25 ponto percentual, para 3,5%, na reunião de março. Após a divulgação dos dados, a probabilidade implícita de redução subiu de 70% para 75%, segundo operadores de swaps.

A libra esterlina caiu 0,6% frente ao dólar, sendo negociada a US$ 1,355.

O crescimento anual do salário médio semanal, excluindo bônus, desacelerou para 4,2% nos três meses até dezembro, ante 4,4% no trimestre encerrado em novembro.

No setor privado, o avanço salarial caiu para 3,4%, aproximando-se do nível de 3,25% que o Banco da Inglaterra considera compatível com sua meta de inflação de 2%.

Dados baseados em registros fiscais mostraram que o número de empregados com folha de pagamento caiu 6 mil entre novembro e dezembro, acumulando redução de 121 mil postos no último ano, queda de 0,4%.

Em janeiro, números preliminares indicam nova redução mensal de 11 mil vagas. Além disso, as vagas abertas recuaram de 736 mil no trimestre até dezembro para 726 mil em janeiro, sinalizando menor demanda por trabalhadores.

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Economia perde força

A economia britânica cresceu apenas 0,1% no quarto trimestre, segundo dados oficiais divulgados na semana passada.

Economistas alertam que o aumento dos encargos trabalhistas, incluindo a elevação das contribuições previdenciárias pagas pelos empregadores, e o aumento do salário mínimo podem estar desestimulando a contratação de jovens.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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