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Robôs humanoides viram destaque no espetáculo de Ano Novo Chinês; vídeo
Publicado 17/02/2026 • 15:15 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 17/02/2026 • 15:15 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Reprodução/X
Robôs humanoides dançam em espetáculo de Ano Novo na China
A China transformou seu programa de televisão mais assistido do ano em vitrine para a política industrial voltada à inteligência artificial e à robótica humanoide.
Durante a tradicional gala do Festival da Primavera da CCTV, exibida nesta segunda-feira (16), startups como Unitree Robotics, Galbot, Noetix e MagicLab apresentaram robôs humanoides em demonstrações de artes marciais, dança e interação com atores. O evento é considerado o mais importante da TV chinesa, comparável ao Super Bowl nos Estados Unidos em audiência e impacto cultural.
A Unitree chamou atenção ao colocar mais de uma dezena de robôs em sequências coreografadas de kung fu, incluindo movimentos complexos de equilíbrio e recuperação após quedas, avanços relevantes para aplicações industriais. O programa também exibiu o chatbot Doubao, da ByteDance, reforçando o foco do país em soluções baseadas em IA.
Are you watching the Chinese New Year Gala? The Robot Kungfu show is mind blowing!!!
They just executed a coordinated martial arts routine with spatial precision, rhythm control, and dynamic balance adjustments in real time.
Kung fu, one of China’s most iconic traditional art… pic.twitter.com/qASzxM283b
— Evrim Kanbur (@WhileTravelling) February 16, 2026
A exposição ocorre em um momento estratégico para o setor. Empresas como Unitree e AgiBot se preparam para ofertas públicas iniciais (IPOs) ainda este ano. Segundo a consultoria Omdia, a China respondeu por 90% dos cerca de 13 mil robôs humanoides comercializados globalmente em 2025, superando concorrentes como a Tesla, que desenvolve o modelo Optimus.
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A visibilidade do setor também tem respaldo político. O presidente Xi Jinping se reuniu com fundadores de startups de robótica nos últimos meses, sinalizando prioridade estratégica. Analistas veem a robótica humanoide como peça central da estratégia chinesa de integrar inteligência artificial à manufatura e compensar os impactos do envelhecimento da população.
Leia também: Ano Novo Chinês começa com megafluxo de viagens e efeitos na economia
Para especialistas, a gala funciona como instrumento direto da política industrial de Pequim. Empresas que ganham destaque no evento tendem a atrair contratos públicos, investidores e maior acesso ao mercado.
Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou recentemente que espera forte concorrência de empresas chinesas na corrida por robôs humanoides, destacando o avanço tecnológico do país.
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