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Dólar sobe R$ 5,20 após tom mais duro de Kevin Warsh em Jackson Hole
Publicado 28/08/2026 • 17:55 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 28/08/2026 • 17:55 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
O dólar fechou em alta diante do real nesta sexta-feira (28), acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior após um discurso mais duro do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole.
O dólar à vista avançou 0,67%, a R$ 5,1965, depois de oscilar entre R$ 5,1585 e R$ 5,2308. Na semana, a moeda acumulou valorização de 0,99%.
No mercado futuro, o contrato para setembro subia 0,68%, a R$ 5,200, às 17h05.
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O principal gatilho veio das sinalizações do Federal Reserve. Warsh afirmou que ainda há trabalho a fazer caso a inflação não caminhe rapidamente em direção à meta de 2%.
A fala foi interpretada como mais dura e mudou as apostas para a reunião de setembro. Segundo o FedWatch, do CME Group, a probabilidade de uma alta dos juros subiu para 57,5%, ante 35,4% no dia anterior.
Juros americanos mais altos tendem a fortalecer o dólar ao aumentar a atratividade dos ativos denominados na moeda.
O movimento também foi destacado por Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, o mercado terminou a sessão dividido sobre os próximos passos do Fed, justamente porque Warsh indicou que os dados recentes ainda não garantem a manutenção das taxas.
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Siga o Times | CNBCA moeda americana avançou também diante das principais divisas internacionais.
O índice DXY subia 0,49%, aos 99,649 pontos no fim da tarde. O euro recuava 0,59%, a US$ 1,1584, enquanto a libra perdia 0,42%, a US$ 1,3536.
O fortalecimento global do dólar ajudou a pressionar o real ao longo da sessão.
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No Brasil, os dados do mercado de trabalho vieram mais fracos do que o esperado. O Caged mostrou criação de 58 mil empregos formais em julho, abaixo do consenso de 114 mil vagas.
A leitura reforça a percepção de desaceleração da atividade e pode aumentar o espaço para novos cortes de juros pelo Banco Central.
Esse movimento, porém, também reduz o diferencial entre as taxas brasileiras e americanas caso o Fed avance com um aumento em setembro, fator que pode diminuir a atratividade relativa do real.
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