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Depois de ultrapassar a marca histórica de US$ 4 mil pela primeira vez, ouro fecha com novo recorde
Publicado 07/10/2025 • 15:38 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 07/10/2025 • 15:38 | Atualizado há 8 meses
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Ouro
Os preços do ouro atingiram US$ 4 mil por onça-troy pela primeira vez na história nesta terça-feira (7), enquanto os investidores buscam um porto seguro diante de um dólar mais fraco, da volatilidade geopolítica, da incerteza econômica e da inflação persistente.
O metal precioso terminou em alta pela terceira sessão consecutiva, consolidando-se como aposta de proteção em um cenário de maior aversão ao risco. Com o governo dos Estados Unidos chegando ao sétimo dia de paralisação e a França mergulhada em crise política após a renúncia do primeiro-ministro, o ouro reforça seu papel de ativo defensivo no mercado global.
Na Comex, segmento de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para dezembro encerrou o dia com valorização de 0,71%, a US$ 4.004,40 (R$ 21.404) por onça-troy — um recorde de fechamento. Ao longo da sessão, chegou a tocar a máxima histórica de US$ 4.014,60 (R$ 21.458) por onça-troy.
Perspectivas e riscos apontados por especialistas para o mercado do ouro
Segundo a TD Securities, o metal parece estar com muitas posições compradas, o que aumenta o risco de uma correção mais forte caso surjam dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros do Federal Reserve (Fed). A instituição alerta ainda que um aumento na volatilidade pode pressionar os preços para baixo.
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Ainda assim, a consultoria acredita que a tendência de alta deve continuar e que o ouro pode alcançar US$ 4.400 (R$ 23.521) nos primeiros seis meses de 2026.
O Macquarie Group vê relação entre a valorização do ouro e o aumento dos investimentos em tecnologias de inteligência artificial (IA), que têm sustentado parte do mercado de ações americano nos últimos dias. Para os analistas, o metal funciona como uma proteção coletiva caso o crescimento acelerado da IA não se sustente.
Outro fator citado é o desconforto crescente em relação a ativos dos EUA, com alguns investidores receosos de manter grande parte do patrimônio atrelada ao dólar, segundo avaliação da FolioBeyond.
No cenário americano, a paralisação do governo já dura uma semana, sem previsão de término, e o foco dos mercados se volta agora para os discursos de dirigentes do Fed e os novos dados de inflação, previstos para os próximos dias.y Schmid (Kansas) e Raphael Bostic (Atlanta) adotaram um tom mais cauteloso em suas falas.
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