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Conflito no Oriente Médio

EXCLUSIVO CNBC: Reabertura total do Estreito de Ormuz deve ficar para 2027, diz diretor da Kpler

Publicado 27/07/2026 • 21:21 | Atualizado há 60 minutos

KEY POINTS

  • Kpler afirma que a retomada completa das operações no Estreito de Ormuz foi adiada para o próximo ano.
  • Escalada do conflito ampliou os riscos para o transporte de petróleo e combustíveis no Oriente Médio.
  • Segundo diretor da consultoria, preços do diesel e da gasolina seguem mais pressionados do que o petróleo bruto.

A reabertura total do Estreito de Ormuz deve ocorrer apenas em 2027, diante da piora das condições de segurança no Oriente Médio, afirmou o diretor de pesquisa de commodities da Kpler, Matt Smith, em entrevista à CNBC. Segundo ele, a recente escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e os rebeldes houthis levou a consultoria a revisar suas projeções para a normalização da principal rota de escoamento de petróleo do mundo.

“Estávamos vendo progresso, com o tráfego aumentando pelo Estreito de Ormuz, mas isso praticamente parou. Estamos adiando nossa expectativa de reabertura total para o próximo ano”, afirmou.

Smith lembrou que cerca de 15 milhões de barris de petróleo por dia passam pelo estreito e destacou que a situação se agravou após os ataques dos houthis na região de Bab-el-Mandeb, passagem que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden.

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Segundo o executivo, essa nova frente de tensão elevou os riscos para o transporte marítimo de energia. “Bab-el-Mandeb é a saída sul do Mar Vermelho e representa mais um ponto de pressão para o fluxo de petróleo da região”, disse.

Petróleo e combustíveis seguem pressionados

Questionado sobre a trajetória dos preços do petróleo, Smith afirmou que diversos fatores impediram que as cotações alcançassem os níveis mais extremos projetados pelo mercado no início do conflito.

Segundo ele, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudaram a conter parte da alta, assim como a redução da demanda chinesa e o menor ritmo de operação das refinarias ao redor do mundo.

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“Isso ajudou a limitar a escalada dos preços, mas não é uma situação que possa ser sustentada por muito tempo”, afirmou.

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Apesar da acomodação recente do petróleo bruto, o executivo alertou que os derivados continuam sob forte pressão.

“O Brent subiu cerca de 40%, mas quando olhamos para gasolina e diesel a situação é ainda mais preocupante. O diesel está perto de US$ 180 (R$ 921,60) por barril e a gasolina em torno de US$ 140 (R$ 716,80)”, disse.

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Na avaliação de Smith, os combustíveis refinados devem continuar pressionados nos próximos meses. “Essa situação só tende a piorar”, acrescentou.

Trump ganhou margem de manobra

O diretor da Kpler também avaliou que a recente queda dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos reduziu a pressão política sobre o governo americano.

Segundo ele, a gasolina chegou a US$ 4,50 (R$ 23,04) por galão durante o período de maior tensão, mas posteriormente recuou para menos de US$ 4 (R$ 20,48). O diesel também perdeu força após superar US$ 5 (R$ 25,60) por galão.

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Para Smith, esse movimento deu ao presidente Donald Trump mais espaço para endurecer novamente sua postura em relação ao Irã.

“O fato de os preços do petróleo e dos combustíveis terem recuado deu ao presidente a capacidade de voltar a escalar as tensões. Neste momento, estamos caminhando em uma única direção: aumento tanto no lado militar quanto nos preços”, concluiu.

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