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EUA ampliam revogação de vistos contra ‘turismo de nascimento’

Publicado 15/08/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Departamento de Estado afirma ter revogado mais de 750 vistos em ações contra estrangeiras que viajam aos EUA com objetivo de dar à luz.
  • Somente nos últimos dias, cerca de 150 vistos foram revogados, segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
  • Governo Trump intensificou combate à prática, que pode envolver uso de vistos de turismo ou negócios com finalidade diferente da declarada.

Os Estados Unidos revogaram mais de 750 vistos em ações contra o chamado “turismo de nascimento”, prática em que mulheres estrangeiras viajam ao país para dar à luz e, assim, garantir a cidadania norte-americana aos filhos.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, cerca de 150 dessas revogações ocorreram somente nos últimos dias. Em entrevista à Fox News, ele afirmou que o governo está mirando tanto redes envolvidas nesse tipo de serviço quanto pessoas que utilizam vistos concedidos para outras finalidades.

Governo Trump intensifica ações

O combate à prática ganhou força depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 6 de agosto uma medida voltada ao enfrentamento do “turismo de nascimento”. De acordo com Pigott, a iniciativa acelerou a revogação dos documentos.

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A legislação norte-americana já impede a concessão de visto de turista quando o objetivo principal da viagem é obter a cidadania dos Estados Unidos para uma criança por meio do nascimento no país, segundo o site Axios.

As autoridades de imigração também podem barrar a entrada de uma estrangeira grávida caso concluam que a finalidade da viagem é dar à luz nos Estados Unidos.

Governo mira uso irregular de vistos

Pigott afirmou que as autoridades estão investigando redes envolvidas na prática, além de estrangeiros que entram no país utilizando vistos de turismo, negócios ou outras categorias que não correspondem ao verdadeiro propósito da viagem.

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“Alguns exemplos que estamos analisando são redes, mas também pessoas que estão vindo com vistos que não são para o propósito de dar à luz, o que é fraude, mas sim vistos de turismo, vistos de negócios, outros vistos”, disse.

Segundo o porta-voz, há casos de pessoas que informam às autoridades que permanecerão apenas uma semana nos Estados Unidos, mas acabam ficando até cinco meses.

“Temos exemplos de pessoas vindo para os EUA alegando que vão tirar férias por uma semana, ficando até cinco meses, e sendo instruídas sobre como enganar o povo americano e não pagar suas contas médicas”, afirmou Pigott.

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Autoridades miram redes que oferecem serviços

O porta-voz disse ainda que o governo identificou anúncios em diferentes países oferecendo serviços relacionados à obtenção da cidadania norte-americana por meio do nascimento de crianças nos Estados Unidos.

Pigott afirmou que há pessoas “prometendo cidadania automática” e “um mundo sem fronteiras” em troca de pagamento por serviços que incluiriam orientações para enganar funcionários responsáveis pela concessão dos vistos.

“Então estamos colocando um fim nisso. Estamos colocando um fim a essa fraude”, declarou à Fox News.

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