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EUA barram retorno de María Corina Machado à Venezuela após terremotos
Publicado 08/07/2026 • 08:33 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 08/07/2026 • 08:33 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Matias Delacroix/AP
María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz
O governo dos Estados Unidos impediu o retorno da líder opositora venezuelana María Corina Machado à Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o norte do país no fim de junho.
A decisão foi tomada após tentativas frustradas de viagem e em meio a divergências entre Washington e a exilada sobre sua participação nas ações de assistência humanitária. As iniciativas de Machado provocaram insatisfação no Departamento de Estado.
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A avaliação das autoridades é de que a tentativa de retornar ao país em meio à crise representaria um “oportunismo político”. De acordo com o portal Axios, o governo chegou a classificar as iniciativas da líder da oposição como “grotesca”.
O temor é de que o retorno possa aumentar as tensões no cenário político venezuelano. A principal preocupação é que a escritora buscava associar sua imagem às operações de ajuda humanitária financiadas por Washington.
As autoridades afirmam que Machado manifestou interesse em participar da coordenação da assistência e solicitou garantias de segurança para desembarcar no país.
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A primeira tentativa de retorno, saindo dos EUA, ocorreu dois dias após os terremotos, mas a operação acabou cancelada. Posteriormente, uma segunda viagem, que partiria do Panamá, também foi bloqueada pelas autoridades americanas.
María Corina Machado tornou-se uma das principais vozes de oposição aos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, conquistando ampla projeção internacional. Ela ainda foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025 em reconhecimento à defesa dos direitos democráticos.
No fim do ano passado, María Corina Machado deixou a Venezuela com apoio dos Estados Unidos, após viver durante um período na clandestinidade em razão da repressão promovida pelo governo de Nicolás Maduro.
Leia também: Trump: seria ‘muito difícil’ María Corina Machado liderar a Venezuela
Em um gesto de agradecimento, ela teria dedicado o Prêmio Nobel ao presidente Donald Trump. Após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, Machado também teria se colocado como uma das possíveis lideranças para conduzir o processo de transição política no país. No entanto, seu nome foi rapidamente descartado pelo governo dos Estados Unidos.
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