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EUA confirmam negociações entre Líbano e Israel para avançar acordo de segurança
Publicado 04/08/2026 • 16:55 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/08/2026 • 16:55 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Canva
O governo dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (4) o início de negociações entre Líbano e Israel em Roma, na Itália. As reuniões, previstas para ocorrer até quinta-feira (6), têm como objetivo avançar na implementação de um acordo-quadro firmado entre os dois países no fim de junho.
As conversas são realizadas com a mediação de Washington e reúnem equipes técnicas dos governos libanês e israelense. O início das discussões foi confirmado pelo porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, em uma publicação nas redes sociais.
Segundo o Departamento de Estado, os encontros buscam avançar na aplicação completa do acordo trilateral, que prevê a criação das chamadas zonas-piloto, o desarmamento verificado do Hezbollah, a desmobilização de outras ameaças à segurança consideradas apoiadas pelo Irã e o reposicionamento das forças israelenses no sul do Líbano. O processo também pretende estabelecer as bases para um acordo mais amplo de paz e segurança entre os dois países.
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Siga o Times | CNBCAs negociações ocorrem após reuniões bilaterais realizadas no fim de julho na Casa Branca. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu separadamente com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
De acordo com Tommy Pigott, os Estados Unidos permanecem comprometidos em apoiar os dois governos durante o processo. O porta-voz afirmou que o objetivo de Washington é contribuir para a construção de uma segurança duradoura para Líbano e Israel, eliminar ameaças à segurança israelense e fortalecer a autoridade do Estado libanês em todo o sul do país.
No mesmo dia em que as negociações começaram, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou o processo de diálogo entre Líbano e Israel. Segundo ele, as conversas representam uma nova “concessão” a Israel, que, em sua avaliação, mantém ataques contra o Líbano e ameaça a soberania e a unidade nacional do país.
Qassem também acusou o presidente libanês, Joseph Aoun, de atuar como um “aliado” de Israel por apoiar a iniciativa de negociações entre os dois governos.
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