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EUA proíbem Cuba de receber petróleo russo enquanto petroleiros seguem para a ilha
Publicado 20/03/2026 • 07:22 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 20/03/2026 • 07:22 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto por YAMIL LAGE / AFP
Os Estados Unidos afirmaram que Cuba está proibida de receber petróleo russo, mesmo enquanto a ilha, afetada pela escassez de combustível, parece prestes a receber dois navios-tanque transportando petróleo e gás.
Em uma licença geral publicada na quinta-feira, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro dos EUA, incluiu Cuba em uma lista de países impedidos de realizar transações envolvendo a venda, entrega ou descarregamento de petróleo bruto ou produtos derivados de origem russa.
Os EUA haviam autorizado temporariamente, na semana passada, a compra de petróleo russo que estava retido no mar, como parte de um esforço para estabilizar os mercados de energia durante a guerra liderada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. A medida de curto prazo suspendeu sanções que haviam sido inicialmente impostas a Moscou após a invasão em larga escala da Ucrânia.
A atualização ocorre no momento em que empresas de inteligência marítima monitoram dois navios transportando petróleo e gás russos em direção a Cuba.
Enfrentando apagões e uma crise econômica crescente sob um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA, a ilha caribenha governada por um regime comunista atravessa atualmente seu maior teste desde o colapso da União Soviética. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no início da semana que acredita que terá a “honra” de tomar Havana de alguma forma.
A Rússia, aliada de Cuba há décadas, criticou duramente o bloqueio de combustíveis promovido pelo governo Trump e prometeu fornecer ao país “o apoio necessário, incluindo ajuda financeira”.
O navio-tanque Sea Horse é uma das embarcações que seguem rumo a Cuba, segundo a empresa de inteligência marítima Windward. O navio, que navega sob bandeira de Hong Kong, estaria transportando cerca de 190 mil barris de gasóleo russo, e dados de rastreamento indicam que a carga pode ser entregue nos próximos dias.
De acordo com uma análise publicada pela Windward na quarta-feira, o navio tem adotado práticas enganosas de navegação, como desligar seus transponders de localização (prática conhecida como “spoofing” de AIS) durante transferências de petróleo. Além disso, a embarcação não possui seguro ocidental, o que, segundo a empresa, pode indicar tentativa de contornar sanções.
Um segundo navio-tanque russo, o Anatoly Kolodkin, que está sob sanções, também estaria a caminho de Cuba transportando 730 mil barris de petróleo bruto, informou na quarta-feira a empresa de análise marítima Kpler, segundo a AFP. A CNBC entrou em contato com a Kpler e aguarda resposta.
Os carregamentos representam um ato de desafio aos Estados Unidos, já que Washington ameaçou impor tarifas a qualquer país que forneça petróleo à ilha. O Kremlin já minimizou anteriormente as ameaças tarifárias de Trump, destacando que EUA e Rússia “não têm muito comércio atualmente”.
Cuba dependia fortemente do petróleo venezuelano, mas ficou praticamente sem esse fornecimento desde o início de janeiro, quando os Estados Unidos lançaram uma operação militar extraordinária para depor o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
O governo Trump classificou o regime cubano como “uma ameaça incomum e extraordinária” e sugeriu que o país poderia voltar sua atenção para Cuba após a guerra com o Irã.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu na quarta-feira às ameaças “quase diárias” dos EUA e prometeu enfrentar a tentativa do governo Trump de sufocar o fornecimento de combustível da ilha com “resistência inflexível”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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