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Europa deve estar preparada para tarifas de Trump, alerta presidente do Banco Central Europeu
Publicado 22/01/2025 • 07:39 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 22/01/2025 • 07:39 | Atualizado há 1 ano
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, fala com Karen Tso, da CNBC, em 22 de janeiro de 2025, no Fórum Econômico Mundial em Davos.
CNBC
A Europa deve se preparar e antecipar possíveis tarifas comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, em entrevista à CNBC nesta quarta-feira (22).
Ela destacou que o fato de Trump não ter imposto tarifas abrangentes no primeiro dia de sua presidência foi uma “abordagem muito inteligente… porque tarifas abrangentes nem sempre geram os resultados esperados”.
Nesse sentido, Lagarde disse acreditar que as tarifas de Trump serão “mais seletivas e focadas”. “O que precisamos fazer aqui na Europa é estar preparados e antecipar o que acontecerá para poder responder”, declarou durante Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Trump ameaçou impor tarifas sobre produtos importados da União Europeia para os Estados Unidos e reiterou essas declarações desde sua posse na segunda-feira, afirmando aos jornalistas que a UE tem sido “muito, muito ruim conosco. Então, eles terão de lidar com tarifas”.
Valdis Dombrovskis, comissário da União Europeia para a economia, declarou à CNBC na quarta-feira que, caso os interesses econômicos do bloco precisem ser defendidos, a UE responderá “de forma proporcional”.
Há um amplo debate sobre o impacto das possíveis tarifas dos EUA. Economistas afirmam que essas medidas podem prejudicar as economias afetadas, reduzindo as exportações para os Estados Unidos. Alguns também alertam que a economia norte-americana pode sofrer consequências, já que as tarifas podem gerar uma inflação mais alta.
Trump defendeu que as tarifas protegeriam os negócios norte-americanos e apoiariam a economia do país.
Lagarde, na quarta-feira, questionou a teoria da substituição — reduzir as importações da Europa para “fortalecer” a manufatura nos EUA —, alegando que essa ideia é “questionável porque a economia dos EUA […] está quase superaquecida no momento”.
“Se você olhar para o mercado de trabalho [dos EUA], verá uma taxa de desemprego muito baixa. Se observar a capacidade, verá que já está operando quase em sua totalidade. Então, essa ideia de que você pode fabricar tudo o que deixará de importar, ou que você importará a preços muito mais altos, é algo que levará um tempo para se concretizar”, afirmou.
Além disso, Lagarde explicou que os importadores provavelmente não conseguiriam manter negócios com margens reduzidas por muito tempo, o que significaria, eventualmente, que “o custo seria repassado ao consumidor”.
Lagarde também pediu a remoção de obstáculos ao comércio dentro da Europa, destacando que, apesar das aspirações de criar um mercado único, ainda existem barreiras que às vezes impedem a circulação de bens e serviços sem restrições.
“Creio que é um dos pontos que Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, mencionou ontem — vamos garantir que eliminemos as barreiras sobre as quais temos controle”, disse Lagarde, sem entrar em detalhes.
Ela expressou esperança de que isso ocorra nas próximas semanas, descrevendo essa medida como “uma forma de responder à mudança na política comercial dos Estados Unidos”.
“Seja forte em casa e certifique-se de negociar, vender e comprar dentro de casa, poupar em casa e investir em casa. Não significa que queremos adotar uma abordagem protecionista, porque o que aprendemos com a redução de barreiras é que o comércio, na verdade, é muito benéfico”, concluiu Lagarde.
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