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Ex-executivos são acusados de inflar venda bilionária com fraude contábil nos EUA
Publicado 17/02/2026 • 22:50 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 17/02/2026 • 22:50 | Atualizado há 2 horas
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Wikicommons
Prédio da Suprema Corte de Justiça dos EUA
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou dois ex-executivos da empresa de software Mobileum por fraude. Eles são acusados de manipular resultados financeiros para inflar o valor da companhia antes da venda a outro fundo de private equity.
Andrew Warner, ex-diretor financeiro (CFO), e Kishore Vangipuram, ex-chefe de operações, teriam falsificado métricas contábeis para elevar a avaliação da empresa para US$ 915 milhões em uma transação fechada durante a pandemia, segundo acusação apresentada por um grande júri em Nova Iorque.
De acordo com os promotores do Distrito Sul de Nova York, Warner foi preso na Califórnia, enquanto Vangipuram foi detido no Aeroporto Internacional de San Francisco. A acusação aponta que Warner recebeu cerca de US$ 5,2 milhões com a venda da empresa, enquanto Vangipuram teria embolsado aproximadamente US$ 5,5 milhões.
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O caso é considerado incomum por envolver acusações criminais relacionadas à venda de uma empresa controlada por private equity para outro grupo do setor.
A investigação gira em torno da operação conduzida pelo fundo Audax, que em 2021 acertou a venda da Mobileum para a HIG Capital. A transação foi concluída em 2022. Nenhuma das empresas foi acusada no processo criminal.
Segundo a denúncia, os executivos teriam criado “milhões de dólares em receitas fictícias” ao manipular o sistema contábil da empresa. O modelo de reconhecimento de receita considerava o avanço dos projetos ao longo do tempo. A fraude teria ocorrido por meio da inflação artificial de horas trabalhadas ou da redução indevida da estimativa de trabalho necessário, permitindo o registro antecipado de receitas inexistentes.
Em um episódio citado pelos promotores, Warner teria pedido a um cliente autorização para emitir faturas adicionais “como um favor”, apenas para permitir o reconhecimento contábil de receitas pouco antes da conclusão do negócio. Entre setembro de 2021 e julho de 2022, a empresa teria emitido quase 12 milhões de euros em faturas para esse cliente, mas recebido apenas 40 mil euros.
O aumento de receitas não faturadas chegou a ser identificado durante o processo de diligência prévia à venda. Ainda assim, os executivos teriam utilizado faturas simuladas para indicar que esses valores haviam sido convertidos em receitas efetivamente cobradas.
Após a venda, a Mobileum entrou com pedido de recuperação judicial sob o Chapter 11 em 2024 e concluiu sua reestruturação no mesmo ano. Os promotores afirmam que o esquema ajudou a manter uma “ilusão de solvência” até a empresa buscar proteção judicial.
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O procurador federal Jay Clayton declarou que os acusados teriam manipulado os números da empresa para vendê-la por um preço mais alto e enriquecer pessoalmente, prejudicando investidores, credores e funcionários que dependiam de informações financeiras precisas.
Os dois executivos respondem por conspiração para cometer fraude de valores mobiliários e fraude eletrônica, além de acusações individuais pelos mesmos crimes. Até o momento, eles não se manifestaram.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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