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‘Eu só quero lealdade’: Trump critica Meloni e aliados europeus em chegada à cúpula da Otan
Publicado 07/07/2026 • 12:52 | Atualizado há 21 minutos
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Publicado 07/07/2026 • 12:52 | Atualizado há 21 minutos
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou na manhã desta terça-feira, 7, a Ancara, capital da Turquia, para mais uma cúpula dos líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A reunião acontece em um momento de forte tensão entre os países da aliança e os Estados Unidos. Logo em sua chegada, Trump tocou em dois tópicos sensíveis: o controle sobre a Groenlândia e a guerra no Irã.
Em entrevista, ele afirmou que a ilha não deveria estar sob o domínio da Dinamarca e que o território é estratégico para os Estados Unidos.
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O mandatário norte-americano também não descartou a possibilidade de seu país retirar mais tropas da Europa após se sentir “decepcionado” com os aliados da Otan, aos quais repreendeu por não terem apoiado Washington em sua recente ação militar contra o Irã.
“Bem, vamos ver. Estou muito decepcionado com a Otan. E, sinceramente, se [a cúpula] não tivesse sido realizada na Turquia, onde meu amigo é um líder muito forte, talvez eu não tivesse comparecido”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ao ser questionado se está considerando retirar mais tropas da Europa.
Trump explicou que decidiu comparecer à cúpula porque Erdogan “se empenhou ao máximo” na organização do evento, mas lamentou que os aliados “não tenham tratado bem” os Estados Unidos durante sua ofensiva no Oriente Médio, pois, antes mesmo de pedir ajuda, “disseram que não estariam presentes”.
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Em uma reclamação recorrente, Trump lembrou que Washington investiu “bilhões de dólares” na Aliança Atlântica ao longo dos anos para proteger os países europeus e o Canadá contra a ameaça representada pela antiga União Soviética e, agora, pela Rússia. “Seria de se esperar que eles estivessem muito dispostos a fazer algo para nos ajudar. E, na verdade, não estavam”, criticou.
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Siga o Times | CNBC“Por que estamos gastando centenas de bilhões de dólares se eles não estão ao nosso lado? Nós sempre estivemos ao lado deles”, afirmou o morador da Casa Branca.
Pouco antes de o Air Force One pousar em Ancara, a Otan realizou um fórum da indústria de defesa que destacou projetos militares de bilhões de dólares, com o objetivo de mostrar a Trump que os aliados europeus estão aumentando o investimento próprio em defesa e transformando gastos adicionais em capacidade militar.
Em um dos anúncios, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, disse que a Saab fornecerá até 10 aeronaves de vigilância GlobalEye para um consórcio de 10 países, substituindo parte da frota envelhecida de aviões de alerta antecipado (AWACS) da Otan.
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Parte dos projetos pode ser financiada por uma linha de empréstimos a baixo custo criada pela União Europeia, que pode levantar até US$ 170 bilhões nos mercados de capitais.
A iniciativa ocorre semanas após Rutte tentar responder às críticas de Trump sobre gastos militares na Otan com um argumento batizado de “Trilhão de Trump”, apontando US$ 1,2 trilhão em despesas adicionais de aliados europeus e do Canadá desde 2017. Ainda assim, Trump disse seguir insatisfeito com a recusa de alguns aliados em participar da guerra contra o Irã, iniciada por ele ao lado de Israel sem consultá-los. “Não precisamos do dinheiro deles. Não precisamos de nada. Eu só quero lealdade”, afirmou.
Trump também se referiu aos seus últimos ataques à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmando que “ela é uma pessoa agradável” e que eles tinham “um bom relacionamento”, que acabou “ficando um pouco ruim porque ela se recusou a nos ajudar”.
“Mais uma vez, não a pressionei muito. Mas ela se recusou a se envolver com o Estreito de Ormuz. Ou também se poderia dizer simplesmente o Irã. Ela se recusou a se envolver. Então, isso prejudicou um pouco minha relação com ela. Mas eu gosto dela. Acho que, na verdade, ela é uma pessoa simpática. Mas acho que cometeu um erro”, destacou.
Trump observou que a Itália depende “em grande parte” do petróleo proveniente do Oriente Médio, mas que os Estados Unidos têm o seu próprio. “Os Estados Unidos têm mais petróleo do que qualquer outro país. Não precisamos do Estreito de Ormuz. Fazemos isso porque acreditamos que é algo importante a se fazer”, explicou.
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