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Exército de Israel anuncia tomada operacional de área estratégica no sul do Líbano
Publicado 11/06/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/06/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 horas
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AFP
O Exército israelense anunciou nesta quinta-feira que assumiu o “controle operacional” do norte do vale de Wadi Saluki, no sul do Líbano, uma zona que Israel considera estratégica e que é utilizada pelo partido-milícia xiita Hezbollah para lançar projéteis a partir do território libanês.
“Foi alcançado o controle operacional da zona norte do vale de Saluki. A organização terrorista Hezbollah utiliza a região do vale de Saluki para lançar drones explosivos e projéteis contra as forças das Forças de Defesa de Israel (FDI) que operam na área”, indicou em suas redes sociais o porta-voz em árabe do Exército israelense, Avichai Adrai.
O porta-voz informou na mesma mensagem que as tropas israelenses destruíram “centenas de infraestruturas terroristas”, mataram mais de 50 combatentes e encontraram material militar, incluindo “artefatos explosivos, mísseis antitanque e plataformas de lançamento de mísseis antitanque”.
Wadi Saluki fica entre três localidades situadas nos distritos de Marjayún e Bint Jbeil e constitui um corredor estratégico, devido ao seu relevo, propício a emboscadas, de acordo com informações do jornal libanês ‘L’Orient-Le Jour’.
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Os governos de Israel e do Líbano chegaram a um acordo na semana passada sobre um mecanismo para aplicar um cessar-fogo, condicionado a que o Hezbollah pusesse fim aos seus ataques e se retirasse para o norte do rio Litani, algo que o grupo se recusou a fazer, uma vez que o referido pacto não prevê a retirada das tropas israelenses nem mecanismos de garantia.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático. Desde então, mais de 3.600 pessoas morreram no Líbano devido aos bombardeios israelenses.
As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, embora, desde então, Israel tenha continuado a lançar bombardeios frequentes contra o país e mantido a presença de militares em vários pontos, alegando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.
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