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ONU vê risco de nova escalada e diz que trégua no Oriente Médio é frágil
Publicado 11/06/2026 • 13:46 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/06/2026 • 13:46 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A atual trégua observada no Oriente Médio está mais próxima de uma redução temporária da intensidade dos combates do que de um verdadeiro cessar-fogo, afirmou nesta quinta-feira (11) o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Em meio à retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã e à instabilidade em outras frentes da região, o líder da organização alertou que o cenário continua sujeito a uma nova escalada militar.
“O Oriente Médio está sendo arrastado para uma crise mais profunda, e as consequências vão muito além da região”, escreveu Guterres em publicação na rede social X. Para ele, os acontecimentos dos últimos dias demonstram que a situação permanece extremamente frágil.
“O cessar-fogo se assemelha mais a um fogo de menor intensidade”, afirmou, acrescentando que não se deve subestimar o risco de o conflito evoluir para uma guerra de maiores proporções.
O secretário-geral voltou a defender uma saída diplomática para a crise e cobrou comprometimento das partes envolvidas. “Chega de ataques. Chega de desculpas”, disse.
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As declarações ocorreram poucas horas antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país pretende atacar o Irã “com muita força” ainda nesta quinta-feira. Em publicação na Truth Social, Trump declarou que Washington pretende assumir o controle da Ilha de Kharg e de outras infraestruturas petrolíferas iranianas, ampliando a pressão sobre Teerã.
Além da escalada militar, Guterres destacou os impactos provocados pelas restrições à navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo e gás.
Segundo ele, as limitações impostas ao tráfego na região provocam “dificuldades e instabilidade em todo o mundo” e devem continuar gerando consequências econômicas mesmo em cenários mais favoráveis.
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“Mesmo no melhor cenário possível, esses choques serão sentidos por muitos meses, com os países em desenvolvimento arcando com os impactos mais pesados”, afirmou.
O líder da ONU defendeu a retomada integral da liberdade de navegação na região e reiterou a necessidade de um cessar-fogo completo. “O mundo precisa de um cessar-fogo completo, com os direitos e liberdades de navegação restabelecidos, em conformidade com o direito internacional”, declarou.
A preocupação aumentou após a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) confirmar o fechamento de Ormuz em razão dos ataques americanos contra o Irã. Segundo o órgão, o estreito permanecerá fechado por tempo indeterminado enquanto persistirem as tensões militares.
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O anúncio, porém, foi contestado pelo Comando Central dos Estados Unidos, que afirmou que embarcações comerciais continuavam transitando pela região. Horas antes, Trump havia declarado que uma operação conduzida pelos EUA permitiu a passagem de mais de 100 milhões de barris de petróleo e de mais de 200 navios comerciais pelo estreito.
Guterres também chamou atenção para o agravamento da situação no Líbano, onde os confrontos entre Israel e o Hezbollah voltaram a se intensificar nos últimos meses.
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Seguir no GoogleSegundo ele, o aumento das operações militares israelenses e dos ataques promovidos pelo grupo libanês elevou significativamente o risco de uma deterioração ainda maior do conflito.
O secretário-geral defendeu que todas as partes busquem uma solução diplomática que preserve a soberania e a integridade territorial do Líbano. Além disso, reiterou apoio ao fortalecimento do controle estatal sobre o uso de armas no país.
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“O processo deve começar com um cessar-fogo abrangente, respeitado por todas as partes em todos os lugares”, afirmou, em referência aos confrontos registrados ao longo da chamada Linha Azul, faixa de separação monitorada pela ONU entre Israel e Líbano.
Ao encerrar sua manifestação, Guterres disse esperar que novas negociações possam abrir caminho para uma solução duradoura. “Espero que novas negociações contribuam para uma paz e estabilidade duradouras”, concluiu.
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