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‘Francisco não era um papa trancado em uma torre de marfim’, diz teólogo sobre legado do pontífice
Publicado 25/04/2025 • 13:29 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 25/04/2025 • 13:29 | Atualizado há 10 meses
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O Papa Francisco se destacou como uma figura central na mediação de conflitos internacionais durante seu pontificado. Com uma trajetória marcada pelo diálogo entre líderes globais, sua cerimônia de despedida contará com a presença de chefes de Estado como Donald Trump e Volodymyr Zelensky, evidenciando seu alcance diplomático e influência política global.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (25), o teólogo Heber Ramos Bertuci, doutor pela PUC-Rio, analisou o legado do pontífice no cenário internacional. Segundo ele, a habilidade de Jorge Mario Bergoglio para negociar e buscar harmonia vem desde sua atuação como padre na Argentina.
“Francisco sempre se destacou por ser um homem que buscava a paz, o diálogo e a harmonia entre as pessoas em prol de um objetivo comum. Isso já era visível desde sua época como padre, depois como bispo, cardeal e, por fim, papa”, afirmou.
Segundo o especialista, mesmo durante a ditadura militar argentina, Bergoglio agia discretamente para proteger pessoas da perseguição. A habilidade de atuar nos bastidores, segundo ele, é uma característica que sempre o acompanhou.
Para Bertuci, o Papa Francisco deixa um legado notável no campo das relações internacionais. Ele destacou que o pontífice atuava com base em três pilares: a negociação da paz, o respeito às culturas locais e a empatia diante do sofrimento humano.
“Ele foi ativo em conflitos como o da Faixa de Gaza e na guerra entre Rússia e Ucrânia. Sempre olhava para o povo, para a dor, para as lutas e esperanças das pessoas. Francisco deixa esse modelo de liderança voltada à escuta e à reconciliação”, complementou.
Ainda segundo o teólogo, uma das marcas mais fortes do papado de Francisco foi sua busca por proximidade.
“Ele não era um papa trancado em uma torre de marfim. Queria estar perto, conversar, entender, sentir o calor humano. Delegava aos seus representantes o contato direto com comunidades locais, queria saber como elas estavam. Esse desejo de aproximação é um dos maiores legados que ele deixa: a importância de se preocupar com o outro e com os conflitos do mundo”, disse.
Ao comparar Francisco com seus antecessores, Bertuci ressaltou que cada pontífice tem um estilo próprio. “Bento XVI tinha uma estrutura teológica brilhante. João Paulo II, uma presença carismática única. Francisco une um pouco dos dois, mas acrescenta seu jeito próprio, caridoso, de servir à humanidade”, concluiu.
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