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Frete de superpetroleiros atinge recorde histórico após seguradoras retirarem cobertura de guerra no Oriente Médio

Publicado 03/03/2026 • 13:21 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O custo para transportar petróleo do Oriente Médio à China disparou com a escalada do conflito entre EUA e Irã.
  • Grandes seguradoras marítimas cancelaram a cobertura contra risco de guerra no Golfo Pérsico.
  • O Estreito de Ormuz, entre Omã e Irã, é um dos principais gargalos globais do petróleo.
Os custos dos superpetroleiros de petróleo no Oriente Médio atingiram o maior nível da história à medida que o conflito entre Estados Unidos e Irã interrompe rotas estratégicas, especialmente no Estreito de Ormuz, ponto vital para o comércio global de energia.

Frans Berkelaa / Flickr

Os custos dos superpetroleiros de petróleo no Oriente Médio atingiram o maior nível da história à medida que o conflito entre Estados Unidos e Irã interrompe rotas estratégicas, especialmente no Estreito de Ormuz, ponto vital para o comércio global de energia.

Grandes seguradoras especializadas em risco de guerra marítimo começaram a cancelar a cobertura para embarcações que operam no Golfo Pérsico, diante do agravamento do cenário de segurança que compromete rotas essenciais da região.

A taxa de referência para Very Large Crude Carriers (VLCCs) – navios que transportam 2 milhões de barris de petróleo do Oriente Médio para a China – alcançou o recorde de US$ 423.736 (R$ 2.220.376,64) por dia na segunda-feira, segundo dados da LSEG. O valor representa uma alta superior a 94% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior.

Além do salto expressivo nos preços do petróleo e do gás, a disparada nos custos de transporte ocorre após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de semana. A escalada levou à paralisação efetiva do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, um dos principais gargalos globais de petróleo, localizado entre Omã e Irã.

Leia também: Cerca de 150 petroleiros estão parados no Estreito de Ormuz

Um alto integrante da Guarda Revolucionária do Irã afirmou na segunda-feira que o Estreito de Ormuz havia sido fechado e alertou que qualquer embarcação que tentasse atravessar a via seria atacada, segundo a mídia estatal. A declaração foi contestada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), de acordo com a Fox News.

“Os afretadores no segmento de VLCC recuaram do mercado e evitaram contratar navios, pois múltiplos incidentes elevaram o nível de ameaça no entorno do Estreito de Ormuz, apesar de a hidrovia não ter sido oficialmente fechada”, afirmou Sheel Bhattacharjee, chefe de precificação de fretes na Europa da Argus Media, em e-mail à CNBC.

Os produtores de petróleo do Oriente Médio ainda não anunciaram interrupções na produção ou no carregamento, e os portos dos Emirados Árabes Unidos, Omã e Kuwait seguem operacionais, segundo Bhattacharjee, citando fontes do mercado.

“Mas a maioria dos armadores está evitando transitar pelo Estreito de Ormuz após seguradoras cancelarem a cobertura de risco de guerra para embarcações em determinadas áreas da região”, acrescentou Bhattacharjee.

Leia também: Veja quais são os países mais afetados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz

Estima-se que cerca de um terço do comércio marítimo global de petróleo bruto passe pela via estratégica, além de 19% do fluxo global de gás natural liquefeito (GNL) e 14% do comércio mundial de derivados refinados, segundo a Argus Media.

“Duplo impacto”

As principais seguradoras marítimas cancelaram a cobertura contra risco de guerra para navios que operam no Oriente Médio nos últimos dias, em meio a relatos de ataques a diversas embarcações que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

Além do American Club, sediado em Nova York, seguradoras como a norueguesa Gard e Skuld, a britânica NorthStandard e o London P&I Club também anunciaram a retirada da cobertura para navios na região.

Adrian Beciri, CEO da DUCAT Maritime, empresa de logística com sede no Chipre, afirmou que os efeitos do conflito no Oriente Médio já são sentidos globalmente.

“Estávamos tentando contratar um navio de carga seca para transportar arroz para a África Ocidental, contornando o Cabo da Boa Esperança. Parece algo muito distante da zona de conflito”, disse Beciri à CNBC, no programa “Squawk Box Europe”.

“Perdemos o navio. Alguém pagou 50% a mais do que o habitual para transportar carvão da Indonésia para a costa oeste da Índia. Por que esse navio atingiu uma taxa tão alta? Porque o proprietário estava incerto sobre conseguir carga na região do Golfo Pérsico”, explicou.

Leia também: O efeito dominó do fechamento do Estreito de Ormuz

“Assim, as consequências são amplas e isso pode representar um duplo impacto. Se o Estreito de Ormuz for fechado e o Canal de Suez continuar sendo afetado pelos houthis, o impacto pode ser significativo – semelhante ao que vimos na era da Covid-19 e nos ataques ocorridos naquele período”, completou.

Gigantes do transporte redirecionam navios

Mesmo que os petroleiros sejam bloqueados apenas temporariamente no Estreito de Ormuz, o efeito pode elevar os preços globais de energia, aumentar os custos de frete e provocar atrasos relevantes nas cadeias de suprimento.

O Estreito também é crucial para o comércio global de contêineres. Portos como Jebel Ali e Khor Fakkan funcionam como importantes centros de transbordo, atuando como pontos intermediários nas redes logísticas internacionais.

Gigantes do transporte marítimo, como MSC, Maersk, Hapag-Lloyd e CMA CGM, divulgaram novas orientações priorizando a segurança diante do agravamento da situação.

A Maersk, considerada um termômetro do comércio global, informou na segunda-feira que suspenderá o aceite de cargas especiais de e para Emirados Árabes Unidos, Omã, Iraque, Kuwait, Catar, Jordânia, Bahrein e Arábia Saudita até novo aviso.

A empresa já havia anunciado que todas as viagens nas rotas Oriente Médio-Índia para o Mediterrâneo e Oriente Médio-Índia para a costa leste dos Estados Unidos seriam redirecionadas via Cabo da Boa Esperança.

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