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Líderes europeus se reúnem com Trump e Zelensky na Casa Branca
Publicado 18/08/2025 • 15:42 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 18/08/2025 • 15:42 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Líderes europeus estão reunidos no começo da tarde desta segunda-feira (18) com os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, na Casa Branca, para tratar de detalhes de um eventual acordo sobre o fim da guerra na Ucrânia. Depois de uma reunião privada com o ucraniano, Trump afirmou que fará ligação para o presidente russo, Vladimir Putin.
“Vamos ter tempo para discutir a estrutura das garantias de segurança. Isso, de fato, é o mais importante”, alegou Zelensky. Em seguida, em publicação na rede X, reforçou a necessidade de firmeza contra Moscou: “A Rússia só vai aceitar a paz se for pressionada com força, e o presidente Trump tem essa força. Temos que fazer tudo certo para que a paz aconteça.”
Zelensky afirmou que seu foco principal nas conversas com aliados é buscar garantias de segurança do Ocidente. A declaração foi feita em Washington, durante encontro com Keith Kellogg, enviado especial do presidente Trump, e em reuniões com líderes europeus antes de uma conversa decisiva com o republicano.

Trump, que se reuniu na sexta-feira (15), no Alasca, com o presidente russo Vladimir Putin, tem sugerido garantias de segurança como parte de um eventual acordo de paz. Mas ainda não está claro até onde essas promessas iriam.
Segundo Steve Witkoff, enviado de Trump para a Rússia, os EUA poderiam oferecer à Ucrânia uma “proteção semelhante ao Artigo 5” da OTAN. O Artigo 5 é considerado a espinha dorsal da aliança militar ocidental e estabelece que um ataque contra qualquer membro é tratado como um ataque a todos. Cada país membro deve então tomar as medidas “que considerar necessárias – inclusive o uso da força armada” – mas não há uma obrigação automática de intervenção militar direta.
Trump, por outro lado, já descartou a possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar ocidental, posição alinhada com a de Putin. Líderes europeus, incluindo o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmam que querem entender até que ponto Trump estaria disposto a assumir compromissos concretos de defesa.

Enquanto isso, a chamada “coalizão dos dispostos” — formada por cerca de 30 países, liderados por França e Reino Unido — estuda novas formas de apoio a Kiev. Entre os planos estão a reconstrução das forças armadas ucranianas, recursos para proteger o espaço aéreo e o Mar Negro, e até a mobilização de alguns milhares de soldados em território ucraniano, em caráter estratégico e não de combate direto.
Macron destacou que o objetivo dessas tropas seria demonstrar solidariedade, mas admitiu que a coesão europeia sobre o tema ainda é limitada. Varsóvia e Berlim, por exemplo, já descartaram participação nesse tipo de mobilização sem o respaldo explícito dos Estados Unidos.
Especialistas apontam que, fora da OTAN, a Ucrânia dificilmente terá um fiador confiável de sua segurança. Tentativas anteriores fracassaram. Em 1994, por exemplo, no Memorando de Budapeste, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido se comprometeram a respeitar as fronteiras ucranianas em troca do desarmamento nuclear do país — compromisso que não impediu a invasão russa em 2014 nem a ofensiva em grande escala de 2022.
“Garantir a segurança de um país significa estar disposto a lutar para salvá-lo, se for preciso. E é aí que os europeus travam“, avalia o pesquisador Stephane Audrand. Para Dimitri Minic, especialista em Rússia, Moscou não aceitará garantias sólidas para Kiev, enquanto Washington também hesita em oferecê-las plenamente.
Após o encontro no Alasca, Putin chegou a afirmar que “a segurança da Ucrânia também deve ser garantida”, levantando especulações sobre um possível acordo que não inclua a entrada na OTAN. Ainda assim, analistas alertam que qualquer sinal de concessão de Moscou pode esconder armadilhas diplomáticas.
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