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Golpe no Louvre: fraude na bilheteria causa prejuízo superior a R$ 61,8 milhões
Publicado 17/02/2026 • 17:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/02/2026 • 17:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Nove pessoas foram indiciadas no âmbito da investigação sobre uma vasta fraude na bilheteria do Louvre, estimada em mais de 10 milhões de euros (R$ 61,8 milhões) para o museu mais visitado do mundo, que já havia sido alvo de um roubo impactante de 88 milhões de euros (R$ 543,8 milhões) em outubro.
Uma dessas pessoas foi indiciada pelos crimes de estelionato em bando organizado, falsidade ideológica, auxílio à entrada e circulação de estrangeiro irregular, corrupção ativa, lavagem de dinheiro agravada e associação criminosa, informou uma fonte judicial à AFP na sexta-feira. Seguindo o pedido do Ministério Público, ela foi colocada em prisão preventiva.
Outras seis pessoas foram indiciadas pelos mesmos crimes, mas responderão em liberdade sob controle judicial. Mais duas pessoas são processadas por complicidade em estelionato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro agravada e participação em associação criminosa, também liberadas sob controle judicial.
Leia mais: Obra do século XIX é danificada em vazamento de água no Louvre
As nove pessoas haviam sido detidas na terça-feira. Entre elas, também suspeitas de fraude contra o Palácio de Versalhes, figuram dois agentes do Louvre, guias turísticos, além de uma pessoa “suspeita de ter organizado a rede“, indicou a promotoria de Paris.
O Ministério Público enfatizou o prejuízo do Louvre, estimado em “mais de 10 milhões de euros“. Até este estágio das investigações, a justiça apreendeu mais de 957 mil euros (R$ 5,9 milhões) em espécie, além de 486 mil euros (R$ 3 milhões) em diversas contas bancárias.
Os envolvidos são suspeitos de terem investido parte do fruto da fraude em “imóveis, tanto na França quanto em Dubai“, nos Emirados Árabes Unidos, detalhou a promotoria de Paris.
Leia mais: Coroa da imperatriz Eugénie que foi danificada no roubo no Louvre vai será restaurada
A investigação começou com uma denúncia do Louvre em dezembro de 2024, alertando a subdiretoria de combate à imigração irregular sobre um casal de guias chineses no museu.
Estes últimos faziam entrar grupos de turistas chineses “fraudando a bilheteria, com os guias reutilizando várias vezes os mesmos ingressos para pessoas diferentes“. Outros guias passaram a ser suspeitos das “mesmas práticas“, apontou o Ministério Público.
Um dispositivo de “vigilância” e “escutas” confirmou as suspeitas do museu, especialmente sobre o reuso de bilhetes. As investigações também levaram a “suspeitar de cúmplices dentro do Louvre“, a quem “os guias entregavam dinheiro vivo em troca de não realizarem os controles“, segundo a promotoria, que acionou juízes de instrução em junho de 2025.
Essa rede conseguia fazer entrar até 20 grupos por dia, há cerca de dez anos.
Segundo a porta-voz do Louvre, o museu enfrenta uma “recrudescência e diversificação das fraudes na bilheteria” e, em reação, implementou um plano de luta “estruturado“, em colaboração com suas equipes e as forças policiais.
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Este caso se soma a uma série negativa que atinge o museu. O “assalto do século“, como batizado pela mídia, repercutiu mundialmente em 19 de outubro, com criminosos filmados roubando as joias da coroa em poucos minutos usando um simples monta-cargas. Embora cinco pessoas tenham sido indiciadas, o botim de 88 milhões de euros ainda não foi recuperado.
Na madrugada de quinta para sexta-feira, um vazamento de água danificou um teto pintado do século XIX e obrigou o museu a fechar várias salas. O museu também teve que fechar uma de suas galerias em novembro devido a avarias.
Além disso, o Louvre enfrenta desde meados de dezembro um movimento social de seus funcionários, que denunciam as condições de trabalho. Uma nova assembleia geral está prevista para segunda-feira para decidir sobre uma nova jornada de greve.
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