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Canadá lança estratégia para reduzir dependência dos EUA e ampliar produção doméstica de Defesa
Publicado 17/02/2026 • 18:15 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 17/02/2026 • 18:15 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Donald Trump em encontro com primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney
Mark Schiefelbein/Associated Press/Estadão Conteúdo
O governo do Canadá anunciou nesta terça-feira (17) uma estratégia para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, sobretudo dos Estados Unidos, e ampliar a produção doméstica de defesa, em meio a um cenário de maior instabilidade global.
O primeiro-ministro do país, Mark Carney, lançou a primeira ‘Estratégia Industrial de Defesa’ do país, com promessa de mais de meio trilhão de dólares canadenses em investimentos ao longo da próxima década.
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Segundo Ottawa, o plano prioriza fornecedores e materiais canadenses, acelera compras militares e busca fortalecer a autonomia estratégica do país.
“O trabalho de defender o Canadá é o trabalho de construir o Canadá”, afirmou Carney. “Nossa nova Estratégia Industrial de Defesa garante que o Canadá continue sendo uma nação soberana, no controle do seu próprio destino.”
A iniciativa prevê aproveitar cerca de US$ 180 bilhões em oportunidades de compras militares e US$ 290 bilhões em investimentos de capital em Defesa nos próximos dez anos, com impacto econômico estimado em US$ 125 bilhões até 2035.
O governo projeta criar até 125 mil empregos, elevar em 50% as exportações do setor e destinar 70% das aquisições de defesa a empresas canadenses.
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Como eixo central, será estruturada a Agência de Investimento em Defesa (DIA), responsável por simplificar processos e reduzir burocracia nas aquisições. A estratégia inclui ainda US$ 4 bilhões via banco de desenvolvimento para financiar empresas do setor, US$ 656,9 milhões para tecnologias de uso dual (civil e militar) e a criação de um polo de inovação em drones.
O ministro da Defesa, David McGuinty, disse que o país precisa garantir “acesso seguro, oportuno e confiável” a capacidades militares. O plano reforça a meta de elevar os gastos com defesa a 2% do PIB neste ano fiscal e a 5% até 2035.
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