Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
“Protestos no Irã deixam quase 200 mortos”, diz grupo de direitos humanos
Publicado 11/01/2026 • 09:21 | Atualizado há 5 horas
Nova fase do GLP-1: comprimidos contra a obesidade avançam em 2026
OpenAI e SoftBank investem US$ 1 bilhão em empresa de energia para acelerar expansão da IA
Amazon planeja abrir primeira megaloja big-box nos EUA; veja onde será
Oracle anuncia saída de diretores mais velhos e reduz conselho
Trump x Groenlândia: a Otan consegue defender o território e está disposta a fazer isso?
Publicado 11/01/2026 • 09:21 | Atualizado há 5 horas
KEY POINTS
AFP
Manifestantes anti-regime iraniano agitam a bandeira iraniana, símbolo da revolução de 1979, com o leão e o sol, e bandeiras israelenses durante um protesto em frente à Embaixada do Irã, no centro de Londres, em 9 de janeiro de 2026.
Pelo menos 192 manifestantes morreram nos maiores protestos contra o governo no Irã em três anos, informou a ONG Irã Direitos Humanos neste domingo (11).
Os protestos ocorreram há duas semanas. Motivados inicialmente pelo aumento do custo de vida, evoluíram para um movimento contra o regime teocrático que governa o Irã desde a revolução de 1979.
Essas manifestações representam um dos maiores desafios ao governo do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, após uma guerra de 12 dias de Israel contra a República Islâmica em junho, apoiada pelos Estados Unidos, que se declararam “prontos para ajudar” a população.
No caso de um ataque militar dos EUA, “tanto o território ocupado quanto as instalações militares e navais dos Estados Unidos serão nossos alvos legítimos”, alertou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, neste domingo, segundo a televisão estatal.
Ele parece ter feito alusão a Israel, que o Irã não está oficialmente autorizado e considera um território geográfico ocupado.
Em entrevista concedida neste domingo pela emissora estatal IRIB, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “o povo não deve permitir que vândalos perturbem a sociedade”.
Estas são as suas primeiras declarações desde que os protestos contra o governo se intensificaram nas últimas três noites.
Apesar disso, a mobilização continua.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram multidões nas ruas durante novos protestos em diversas cidades, incluindo a capital, Teerã, e Mashhad, no leste.
Os vídeos vazaram apesar do bloqueio total da internet no país, o que impossibilitou a comunicação com o mundo exterior por meio de aplicativos de mensagens ou mesmo linhas telefônicas.
Leia também:
O bloqueio da internet “já ultrapassou 60 horas (…). A medida de censura representa uma ameaça direta à segurança e ao bem-estar dos iranianos”, afirmou neste domingo a Netblocks, uma organização de vigilância da segurança cibernética e da governança da internet.
Diversos vídeos, que a AFP não pôde verificar, mostram pessoas em um necrotério de Teerã comprovado identificando os corpos de manifestantes mortos na repressão.
A ONG Irã Direitos Humanos, com sede na Noruega, estimou neste domingo ter “confirmada a morte de pelo menos 192 manifestantes” desde o início dos protestos. A organização não descartou a possibilidade do número ser muito maior, pois o corte da internet impede a seleção. O balanço anterior era de 51 mortos.
O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI), com sede nos Estados Unidos, afirma ter recebido “relatos de testemunhas oculares e informações confiáveis que indicam que centenas de manifestantes morreram no Irã durante o atual bloqueio da internet”.
“Um massacre está acontecendo no Irã. O mundo precisa agir agora para evitar mais perdas de vidas”, alertou.
O CHRI acrescentou que os hospitais estão “sobrecarregados”, os estoques de sangue estão se esgotando e muitos manifestantes foram baleados nos olhos.
A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA, afirma ter confirmada a morte de 116 pessoas ligadas aos protestos. Entre eles, 37 membros das forças de segurança e outros funcionários.
O chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, anunciou prisões “significativas” de figuras proeminentes dos protestos na noite de sábado. Ele não especificou o número de prisões nem revelou suas identidades.
O chefe de segurança do Irão, Ali Larijani, distinguiu entre protestos contra as dificuldades económicas, que chamou de “completamente compreensíveis”, e “tumultos”, que descreveu como “muito semelhantes aos métodos de grupos terroristas”, informou a agência de notícias Tasnim.
Teerã está praticamente paralisado, observado por um jornalista da AFP. O preço da carne quase dobrou desde o início dos protestos e, embora algumas lojas estivessem abertas, muitas outras fecharam.
Reza Pahlavi, filho exilado do xá deposto, que desempenhou um papel fundamental na organização dos protestos, convocou mais manifestações neste domingo. “Não saiam das ruas. Meu coração está com vocês. Sei que em breve estarei ao seu lado”, afirmou.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, pediu neste domingo à União Europeia que designe a Guarda Revolucionária do Irã como uma “organização terrorista” e reiterou o apoio de seu país à “luta pela liberdade” do povo iraniano.
O papa Leão XIV também abordou a situação do Irã neste domingo e fez um apelo ao diálogo e à paz.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Flamengo: por que o clube ficou fora da Copinha 2026?
2
Labubu lidera ranking do Google com produtos mais desejados do ano; veja top 50
3
Tragédia com artista popular colombiano impacta mercado latino de música
4
Walmart se une ao Gemini do Google para facilitar a busca e a compra de produtos pelos clientes
5
Trump: “Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba — zero”