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Grupo armado iraquiano rejeita desarmamento e desafia pressão dos EUA
Publicado 30/05/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 semanas
Publicado 30/05/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Kataeb Hezbollah, grupo armado do Iraque
A discussão sobre o futuro das milícias armadas voltou a ganhar força no Iraque após o aumento da pressão americana sobre organizações ligadas ao Irã. Em resposta a esse cenário, o Kataeb Hezbollah afirmou neste sábado (30) que manterá sua atuação armada e não pretende abandonar suas atividades.
A posição foi apresentada pelo chefe de segurança da organização, Abu Mujahid al-Assaf, que declarou que a “ação jihadista” continua sendo uma obrigação para o grupo. Segundo ele, o movimento seguirá atuando inclusive em nome de facções que decidiram deixar esse caminho.
Enquanto alguns grupos demonstraram disposição para atuar sob estruturas estatais, o Kataeb Hezbollah está entre as organizações que rejeitam discutir o desarmamento sob pressão dos Estados Unidos.
Leia também: Iraque nega as acusações dos EUA contra um vice-ministro por supostamente ajudar o Irã a contornar sanções
Al-Assaf indicou, porém, que a facção está disposta a cooperar com grupos que optem por reduzir seus arsenais. Segundo ele, a organização estaria inclusive preparada para assumir armamentos que deixassem de ser utilizados por essas facções.
O dirigente também afirmou que o grupo poderia desempenhar um papel na supervisão da transferência e armazenamento de armas, além de receber equipamentos especializados, como mísseis de cruzeiro, que, segundo ele, não contam com especialistas suficientes dentro das instituições estatais.
O Kataeb Hezbollah sustenta que não abrirá negociações sobre seu arsenal enquanto forças estrangeiras permanecerem destacadas na região do Curdistão iraquiano, no norte do país.
Leia também: Irã conversa com representante do Iraque em aproximação contra EUA e Israel
A presença militar faz parte da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, criada em 2014 para combater grupos jihadistas.
A missão da coalizão na região do Curdistão está prevista para terminar em setembro.
A tensão entre os grupos armados e os Estados Unidos aumentou após o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.
Desde então, organizações que atuam sob a bandeira da “Resistência Islâmica no Iraque” realizaram repetidos ataques com drones e foguetes contra interesses americanos no país.
Leia também: Iraque reabre espaço aéreo e sinaliza retomada após trégua entre Estados Unidos e Irã
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Seguir no GoogleEm resposta, Washington bombardeou instalações e bases ligadas a essas facções, incluindo estruturas do Kataeb Hezbollah, em operações que deixaram dezenas de integrantes mortos.
Desde que assumiu o cargo em meados de maio, o primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi tem defendido que as armas permaneçam exclusivamente sob controle do Estado.
No início deste mês, um alto funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos cobrou que o governo iraquiano adote “ações concretas” contra grupos armados pró-Irã, condicionando a retomada do apoio americano à retirada dessas organizações das instituições estatais e ao fim dos pagamentos destinados a elas.
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