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Irã diz que não há solução militar para conflito no Iêmen e defende diálogo
Publicado 25/07/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/07/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado (25) que não existe solução militar para o conflito no Iêmen e defendeu o diálogo como caminho para reduzir a escalada das tensões entre a Arábia Saudita e os rebeldes houthis, apoiados por Teerã.
Segundo Araghchi, a crise envolvendo o Iêmen, o estreito de Bab al-Mandab e outros temas regionais deve ser resolvida por meio de negociações. Em entrevista publicada pelo jornal estatal Iran Daily, o chanceler afirmou que “não há solução militar para a questão do Iêmen, de Bab al-Mandab e de outros problemas da região”.
O ministro também rejeitou a responsabilidade do Irã pelos recentes acontecimentos. De acordo com ele, a situação no Iêmen “não pode ser atribuída ao Irã” e os incidentes registrados na região do estreito de Bab al-Mandab decorrem de disputas antigas entre o Iêmen, a Arábia Saudita e outros países da região.
Leia também: Sem novos bombardeios, Irã tem primeira noite de calmaria após quase duas semanas de conflito
As declarações ocorrem em meio à retomada dos confrontos entre os houthis e a Arábia Saudita, conflito que permanecia relativamente contido desde a trégua negociada pela ONU em 2022. Neste mês, os rebeldes apoiados por Teerã anunciaram um bloqueio aos portos sauditas e reivindicaram ataques contra navios-tanque.
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Siga o Times | CNBCO bloqueio representa uma ameaça à capacidade da Arábia Saudita de escoar mercadorias para o restante do mundo, especialmente após o Irã também impor restrições à navegação no Estreito de Ormuz, a única outra rota marítima do reino para exportações.
Leia também: Trump avalia estratégia para o Irã e discute possível intensificação da ofensiva
Na sexta-feira (24), um porta-voz dos houthis afirmou que o grupo não está impedindo a navegação pelo estreito de Bab al-Mandab e sustentou que o bloqueio marítimo “afeta apenas o lado saudita”.
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