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Guerra no Oriente Médio ameaça crescimento global e pressiona inflação, diz ex-Banco Mundial
Publicado 08/04/2026 • 20:37 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 08/04/2026 • 20:37 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O conflito no Oriente Médio deve desacelerar a economia mundial e elevar os preços de forma persistente, independentemente de uma trégua imediata, afirmou Otaviano Canuto, integrante do Policy Center for the New South e ex-vice-presidente do Banco Mundial, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele alertou que o impacto logístico do bloqueio no Estreito de Ormuz ainda não foi totalmente sentido pelas cadeias de suprimento globais: “Os efeitos do bloqueio durante essas seis semanas de guerra não começaram a se fazer sentir inteiramente, porque eu tenho o tempo de translado dos produtos da região. Tivemos navios chegando, mas navios que passaram pelo estreito antes de a guerra estourar”, explicou.
Além do petróleo, o especialista destacou a crise iminente no setor de insumos agrícolas, que afeta diretamente o Brasil e pode elevar o custo de vida. Segundo o economista, “esse desaparecimento de fertilizantes vai afetar não apenas a agricultura no Brasil, mas a ponto de vários analistas falarem no risco de uma crise de preços agrícolas, de fome e dificuldade de produção em algumas partes do mundo por conta da importância que os fosfatos têm”.
A volatilidade energética também é um ponto central, com o barril do petróleo WTI oscilando entre US$ 71,40 (R$ 363,43) e US$ 46,70 (R$ 237,70) em curtos intervalos. Otaviano Canuto ponderou que a queda recente nos preços à vista não garante estabilidade: “O Irã já avisou que vai manter a ideia do pedágio e a necessidade de autorização para passar pelo estreito. A coisa não está normalizada como era antes da guerra”.
O cenário projetado por instituições financeiras aponta para um fenômeno de estagflação, combinando alta de preços com estagnação do Produto Interno Bruto (PIB). “A guerra trouxe choques estagflacionários, ou seja, eles elevam o nível de preços e trazem o risco de isso contaminar expectativas de virar um patamar normal de inflação mais alto, além de cortar o crescimento do PIB”.
Por fim, o especialista reforçou que o impacto será sentido de forma desigual, atingindo com mais força as populações de baixa renda e países dependentes de importação. “O impacto regional é bem diferenciado. A China tem estoques que vai poder utilizar, mas você tem riscos enormes, particularmente pelo lado de preço de alimentos, em países como Filipinas, Indonésia e outros. A nossa agricultura precisa desses fertilizantes na terra”.
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