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Índia e União Europeia fecham acordo de livre-comércio “histórico”, diz primeiro-ministro Modi

Publicado 27/01/2026 • 07:16 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Para Nova Délhi, que vem enfrentando o peso de tarifas punitivas impostas pelos Estados Unidos, este acordo pode representar um impulso muito necessário.
  • As negociações comerciais entre as duas partes foram retomadas em 2022, e o acordo vem sendo construído há cerca de duas décadas.

Reprodução/X/@vonderleyen

A Índia e a União Europeia fecharam na segunda-feira (26) um acordo de livre-comércio “histórico”, considerado a “mãe de todos os acordos”, afirmou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, durante discurso na India Energy Week, nesta terça-feira (27).

O acordo de livre-comércio (FTA, na sigla em inglês) com a União Europeia, que responde por cerca de 25% do PIB global e aproximadamente um terço do comércio mundial, também vai complementar os pactos firmados pela Índia com o Reino Unido e com a Associação Europeia de Livre Comércio, segundo Modi.

O acordo criará um mercado de 2 bilhões de pessoas em um momento em que as relações comerciais globais estão sendo testadas pelo aumento das tensões geopolíticas.

“Parabenizo nossos colegas ligados a todos os setores, como têxteis, gemas e joias, couro e calçados. Este acordo será muito favorável para esses setores”, disse Modi em discurso em hindi, com tradução da CNBC.

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Modi e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, devem divulgar ainda nesta terça-feira uma declaração conjunta na cúpula Índia–União Europeia, em Nova Délhi, detalhando o acordo que vinha sendo negociado há quase duas décadas.

As negociações comerciais entre as duas partes foram retomadas em 2022, e o acordo demorou a avançar por conta de questões “mutuamente sensíveis”, como agricultura e setor automotivo. “Índia e União Europeia podem ser bastante protecionistas”, afirmou Hosuk Lee-Makiyama, diretor do Centro Europeu de Economia Política Internacional, à CNBC.

Segundo ele, nem a União Europeia nem a Índia haviam conseguido fechar um grande acordo comercial capaz de impulsionar significativamente o crescimento econômico, especialmente porque Estados Unidos e China estão fora do radar para novos pactos. Por isso, este acordo é “um dos melhores que poderiam conseguir”.

Maior parceiro comercial

Para Nova Délhi, que vem sofrendo os efeitos de tarifas punitivas impostas pelos Estados Unidos, o acordo pode representar um alívio importante. Desde que o presidente Donald Trump impôs tarifas de 50% sobre a economia asiática, em agosto do ano passado, o país passou a buscar mercados alternativos para suas exportações e fechou acordos comerciais com vários parceiros.

Este é o quarto grande acordo comercial da Índia desde que os Estados Unidos – seu maior mercado de exportação e um de seus principais parceiros comerciais – aplicaram tarifas elevadas em agosto. O país já firmou pactos com Reino Unido, Omã e Nova Zelândia.

De acordo com dados da Comissão Europeia, o comércio de bens entre Índia e União Europeia somou mais de 120 bilhões de euros (cerca de US$ 140 bilhões) em 2024, tornando o bloco o maior parceiro comercial de Nova Délhi. Máquinas e equipamentos, produtos químicos, metais básicos, produtos minerais e têxteis estão entre as principais exportações indianas para a União Europeia. No ano fiscal encerrado em março de 2025, o comércio de bens entre Índia e UE totalizou US$ 136 bilhões.

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A Índia é o nono maior parceiro comercial da União Europeia, respondendo por 2,4% do comércio total de bens do bloco em 2024, bem atrás de parceiros como Estados Unidos (17,3%), China (14,6%) e Reino Unido (10,1%). As principais exportações da União Europeia para a Índia incluem máquinas e equipamentos, material de transporte e produtos químicos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 20 de janeiro, que o bloco estava comprometido em “escolher o comércio justo em vez de tarifas, a parceria em vez do isolamento e a sustentabilidade em vez da exploração”.

As exportações totais da Índia para seis grandes mercados da União Europeia – Holanda, Alemanha, Itália, Espanha, França e Bélgica – somaram US$ 43,8 bilhões nos nove meses encerrados em dezembro, ante US$ 65,88 bilhões exportados apenas para os Estados Unidos no mesmo período.

Especialistas afirmam que, embora o acordo entre Índia e União Europeia seja um marco relevante, ele não substitui a necessidade de um acordo comercial entre Índia e Estados Unidos.

Em 2024, o superávit comercial da Índia em bens com os Estados Unidos foi de US$ 45,8 bilhões, enquanto com a União Europeia foi significativamente menor, de US$ 25,8 bilhões.

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