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Inflação no varejo da Índia chega a 4,8% em agosto e sobe pelo 10º mês consecutivo

Publicado 14/09/2026 • 10:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A inflação ao consumidor da Índia subiu para 4,82% em agosto, ante 4,45% em julho.
  • O banco central da Índia espera que a inflação cheia fique em 5% no ano fiscal encerrado em março de 2027, enquanto a inflação subjacente deve chegar a 4,3%.
  • O índice de inflação cheia ficou ligeiramente acima da expectativa dos economistas, que projetavam alta de 4,80%.
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Foto: canva

A inflação ao consumidor da Índia subiu para 4,82% em agosto, aumentando a pressão sobre o BC do país para elevar as taxas de juros.

A inflação ao consumidor da Índia subiu para 4,82% em agosto, ante 4,45% em julho, aumentando a pressão sobre o banco central do país para elevar as principais taxas de juros.

O índice de inflação cheia ficou ligeiramente acima da expectativa dos economistas, que projetavam alta de 4,80%, segundo uma pesquisa da Reuters. A inflação vem subindo há 10 meses consecutivos na economia de crescimento mais rápido do mundo, de acordo com dados da LSEG.

A inflação de alimentos na Índia avançou para 5,95% em agosto, ante 5,52% no mês anterior, informou o Ministério de Estatística e Implementação de Programas da Índia em comunicado divulgado na segunda-feira. A inflação dos serviços de transporte de mercadorias registrou a maior alta, superando 14% em agosto, enquanto a inflação do transporte pessoal avançou mais de 7%, segundo o comunicado.

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A Índia está entre os países mais vulneráveis às interrupções no fornecimento provocadas pela guerra entre Irã e Israel. O país importa quase 85% de suas necessidades de combustível e depende da cadeia de fornecimento de energia que passa pelo Estreito de Ormuz. Os preços globais do petróleo ultrapassaram US$ 100 por barril e subiram novamente na segunda-feira, depois que a Arábia Saudita fechou um importante oleoduto que liga as regiões Leste e Oeste do país, após danos provocados por um ataque de drones.

Apesar da alta dos preços de alimentos e combustíveis nos últimos meses, o crescimento econômico da Índia no trimestre encerrado em junho foi mais forte do que o esperado, de 7,8%.

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As corretoras globais Morgan Stanley e Citi elevaram suas projeções de crescimento econômico para os 12 meses encerrados em março de 2027 para 7,3%, ante menos de 7% anteriormente. No entanto, os economistas esperam uma desaceleração do ritmo de crescimento no segundo semestre do ano.

“Embora o crescimento do PIB tenha se mantido forte até agora, alguma desaceleração pode estar por vir”, afirmou o HSBC em relatório divulgado no início de setembro. Uma base de comparação elevada, cortes nos investimentos públicos para cumprir as metas de déficit fiscal e os efeitos das chuvas abaixo do esperado sobre os padrões de plantio estão entre os principais motivos pelos quais a instituição espera que o crescimento da Índia desacelere nos próximos trimestres.

O banco central indiano tem enfatizado repetidamente seu foco na inflação subjacente, que ainda não se tornou uma preocupação significativa. No entanto, períodos prolongados de preços elevados de energia e alimentos tendem a pressionar a inflação subjacente por meio do aumento dos custos de insumos, transporte e operações.

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O Reserve Bank of India (RBI), banco central indiano, espera que a inflação cheia fique em 5% no ano fiscal encerrado em março de 2027 e que a inflação subjacente alcance 4,3%, em um cenário no qual o fenômeno climático El Niño ameaça o abastecimento de alimentos e os preços dos combustíveis sobem devido à guerra entre Irã e Israel.

Em agosto, o banco central da Índia manteve as taxas de juros de referência inalteradas, em contraste com vários de seus pares asiáticos, que elevaram os juros para combater as pressões inflacionárias provocadas pelas interrupções nas cadeias globais de fornecimento de energia.

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